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BRASÍLIA, 14 Jun (Reuters) – Do total de cerca de 34 bilhões
de reais que estão disponíveis para saques do PIS/Pasep ara
todos que trabalharam entre 1971 e 1988, apenas 15 bilhões de
reais deverão mesmo entrar na economia, afirmou nesta
quinta-feira o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, em
entrevista à NBR.
Na véspera, o governo ampliou os saques do PIS/Pasep para
todos que trabalharam entre 1971 e 1988, disponibilizando ao
todo 39,3 bilhões de reais, que poderiam representar, de acordo
Colnago, impacto positivo de 0,50 ponto percentual do Produto
Interno Bruto (PIB).
"Nós temos 34,3 bilhões de reais que podem ser sacados, são
25 milhões de cotistas", afirmou o ministro. "Nós gostaríamos
que os 34 bilhões fossem sacados, mas temos uma estimativa
prudente que em torno de 15 bilhões sejam sacados", acrescentou
ele.
A investida do governo vem em meio à perda de força da
economia neste ano, abalada pela falta de confiança dos agentes
econômicos e potencializada pela greve dos caminhoneiros no
final de maio. De modo geral, as previsões de expansão do PIB em
2018 foram reduzidas para menos de 2 por cento, depois de
rondarem 3 por cento poucos meses atrás.
No ano passado, o governo havia tomado medida semelhante,
liberando saques das contas inativas do FGTS, que somaram 44
bilhões de reais e ajudaram a dar algum ímpeto à economia após
dois anos de profunda recessão. Em agosto do ano passado, o
Planejamento estimava o impacto dos saques do FGTS no PIB de
2017 em 0,6 ponto percentual.
"A economia vinha ganhando tração no primeiro trimestre,
tivemos o incidente dos caminhoneiros e agora a gente precisa
retomar esse crescimento", completou o ministro.

(Por Mateus Maia; edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; Reuters Messaging:
[email protected]))

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