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Por Luc Cohen e Francisco Aguilar
CARACAS/BARINAS, 16 Mai (Reuters) – Várias centenas de
manifestantes opositores na Venezuela interromperam o tráfego
com uma marcha rumo à sede da Organização dos Estados Americanos
(OEA) em Caracas nesta quarta-feira para protestar contra a
eleição presidencial do próximo final de semana, que dizem que
será manipulada.
Como a maior parte da oposição boicotará a votação de
domingo e dois de seus líderes mais populares estão proibidos de
concorrer, o presidente de esquerda Nicolás Maduro deve se
reeleger, apesar da crise econômica avassaladora do país.
A marcha desta quarta-feira, muito aquém dos meses de
protestos em massa que atraíram centenas de milhares às ruas no
ano passado, foi liderada por um grupo opositor recém-criado
chamado Frente Ampla, que defende a abstenção.
"Não votarei porque está tudo manipulado de antemão", disse
Nancy Forrero, engenheira de 54 anos de uma petroleira privada.
"Isto é uma ditadura", acrescentou ela, cujo filho se mudou
para Buenos Aires.
Dezenas de milhares de venezuelanos trocaram sua pátria por
outras da América do Sul, um êxodo crescente de imigrantes em
fuga da inflação alta e da escassez de alimentos.
Bradando slogans anti-Maduro e acenando com bandeiras dos
partidos de oposição militantes Primeiro Justiça e Vontade
Popular, os manifestantes planejavam deixar uma carta no
escritório da OEA.
"Queremos eleições livres, transparentes, verdadeiras, não o
que acontecerá no domingo, uma farsa", disse o economista Ivan
Lopez, de 65 anos.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759))
REUTERS ES


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