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WASHINGTON (Reuters) – A Casa Branca informou nesta segunda-feira que sua política de duras sanções sobre a Coreia do Norte não mudou, dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que não queria mais usar o termo "pressão máxima" para descrever a campanha para pressionar a Coreia do Norte a abrir mão de suas armas nucleares.

Depois de se reunir com uma autoridade sênior de Pyongyang na Casa Branca na sexta-feira, Trump disse que a Coreia do Norte está sendo mais cooperativa e que, embora sanções continuem em vigor, ele evitará impor novas medidas.

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Trump disse que não queria mais usar o termo "pressão máxima", porque ambos os lados estão "se dando bem".

Questionada se a campanha de pressão máxima dos EUA contra a Coreia do Norte continuaria, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders disse: "Nós temos sanções em vigor, elas são muito poderosas e não tiraríamos essas sanções a menos que a Coreia do Norte se desnuclearizasse".

O governo Trump acredita que sua campanha "pressão máxima", apoiada pela Organização das Nações Unidas e outras potências mundiais, tem ajudado a levar a Coreia do Norte à mesa para negociar sobre suas armas nucleares.

Sanders disse que as preparações para a reunião de cúpula entre Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, estão indo bem, e os dois têm encontro agendado para as 9h (no horário de Cingapura) em 12 de junho.

O anúncio do horário da primeira reunião entre os dois líderes ocorreu apenas três dias depois de Trump receber uma delegação de autoridades norte-coreanas na Casa Branca que traziam uma carta de Kim. Trump, que havia cancelado o encontro, anunciou abruptamente que a reunião estava de pé novamente.

Questionada sobre o conteúdo da carta de Kim, Sanders não quis "entrar nas especificidades da carta", mas acrescentou que "nós sentimos que as coisas continuam a caminhar e tem sido feito bom progresso".

"Eu posso lhes dizer que o presidente tem recebido briefings diários sobre a Coreia do Norte de sua equipe de segurança nacional", acrescentou ela.

Os principais senadores democratas disseram a Trump nesta segunda-feira para não fazer um acordo que deixe a Coreia do Norte com armas nucleares e ameaçaram manter ou endurecer sanções sobre Pyongyang caso essa condição não seja atendida.

(Por Steve Holland e Patricia Zengerle; Reportagem adicional de David Brunnstrom)
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