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Por Madeline Chambers
BERLIM, 13 Fev (Reuters) – O Partido Social-Democrata da
Alemanha (SPD, na sigla em alemão) mergulhou ainda mais no caos
nesta terça-feira devido ao aumento da resistência aos planos de
nomear Andrea Nahles como líder interina para acabar com seis
dias de turbulência depois que o partido concordou com um acordo
de coalizão com os conservadores da chanceler Angela Merkel.
Profundamente divididos quanto ao acordo e à atribuição de
ministérios, e ainda enfrentando uma queda nas pesquisas de
opinião, os líderes do SPD estão tentando convencer seus 464 mil
membros a apoiarem o pacto em uma votação da qual depende um
eventual quarto mandato de Merkel.
Como muitos membros da base do SPD relutam em voltar a
compartilhar o poder com Merkel, o resultado da votação marcada
para 4 de março é uma incógnita. Se os membros votarem 'não'
para o acordo de coalizão, uma nova eleição parece a opção mais
provável.
A questão mais urgente para o SPD é empossar um novo líder,
já que na semana passada Martin Schulz disse que renunciaria
para permitir que a sigla se reformule.
A favorita é Nahles, ex-ministra do Trabalho de 47 anos de
discurso franco e talento oratório e inclinação para a esquerda,
mas a maneira como Schulz pareceu ungi-la revoltou muitos
correligionários.
Os planos para que ela assuma de imediato, ainda que
interinamente, até uma conferência partidária esperada para
março foram o maior motivo de resistência, já que rompem com o
procedimento do partido.
O comitê diretivo e o conselho do SPD se reúnem ainda nesta
terça-feira para decidir o sucessor temporário de Schulz, e
alguns membros se queixaram de parecer se tratar de uma
manipulação.
((Tradução Redação Brasília, 55 61 3426 7029))
REUTERS RB


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