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(Texto atualizado com número de mortos e mais detalhes)
Por Ali Sawafta e Nidal al-Mughrabi
JERUSALÉM/GAZA, 8 Dez (Reuters) – Milhares de palestinos
protestaram, dezenas ficaram feridos e ao menos dois morreram
nos confrontos com tropas israelenses no "Dia da Fúria" contra o
reconhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
de Jerusalém como capital de Israel, e o presidente palestino
afirmou que Washington não pode mais ser mediador da paz.
Nos mundos árabe e muçulmano, outros milhares de
manifestantes foram às ruas nesta sexta-feira, dia sagrado para
os muçulmanos, expressando solidariedade com os palestinos e
revolta por Trump ter revertido uma tradição de décadas da
política externa norte-americana.
Soldados israelenses mataram um palestino a tiros perto da
fronteira de Gaza, a primeira morte confirmada em dois dias de
tumultos. Uma segunda pessoa morreu mais tarde devido aos
ferimentos, disse um funcionário do hospital de Gaza.
O Exército do Estado judeu disse que centenas de palestinos
estavam rolando pneus em chamas e atirando pedras nos soldados
através da fronteira.
"Durante os tumultos, soldados das IDF (Forças de Defesa de
Israel) dispararam seletivamente contra dois dos principais
instigadores, e ferimentos foram confirmados", disse.
Mais de 80 palestinos foram feridos na Cisjordânia ocupada e
em Gaza devido a disparos de munição letal e de balas de
borracha dos israelenses, de acordo com o serviço de ambulâncias
do Crescente Vermelho palestino. Dezenas mais passaram mal
devido à inalação de gás lacrimogêneo. Na quinta-feira 31
pessoas já haviam ficado feridas.
À medida que as orações de sexta-feira terminavam na
mesquita de Al Aqsa, em Jerusalém, fiéis seguiram para os muros
da Cidade Velha bradando "Jerusalém é nossa, Jerusalém é nossa
capital" e "Não precisamos de palavras vazias, precisamos de
pedras e Kalashnikovs". Houve choques entre manifestantes e
policiais.
Em Hebron, Belém e Nablus, dúzias de palestinos atiraram
pedras em soldados israelenses, que reagiram disparando gás
lacrimogêneo.
Em Gaza, controlada pelo grupo islâmico Hamas, os clamores
para os fiéis protestarem foram proclamados nos alto-falantes de
mesquitas. O Hamas pediu um novo levante palestino como as
intifadas de 1987-1993 e 2000-2005, que juntas resultaram nas
mortes de milhares de palestinos e mais de mil israelenses.
"Quem quer que transfira sua embaixada para Jerusalém
ocupada se tornará inimigo dos palestinos e um alvo de facções
palestinas", disse o líder do Hamas, Fathy Hammad, enquanto
manifestantes queimavam pôsteres de Trump em Gaza.
"Declaramos uma intifada até a libertação de Jerusalém e de
toda a Palestina".
A maioria dos países considera Jerusalém Oriental, que
Israel capturou na Guerra dos Seis Dias de 1967 e anexou, um
território ocupado, que inclui a Cidade Velha, sede de
santuários judeus, muçulmanos e cristãos.
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, pareceu desafiador
nesta sexta-feira.
"Rejeitamos a decisão norte-americana sobre Jerusalém. Com
esta posição, os Estados Unidos já não se qualificam para
patrocinar o processo de paz", disse Abbas em comunicado.
(Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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