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(Texto atualizado com mais detalhes)
Por Matt Spetalnick e James Oliphant
WASHINGTON, 9 Mai (Reuters) – A Coreia do Norte libertou
três prisioneiros norte-americanos e os entregou ao secretário
de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, nesta quarta-feira,
removendo um grande obstáculo para uma cúpula inédita entre o
presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder
norte-coreano, Kim Jong Un.
Os homens, soltos depois que Pompeo se encontrou com Kim,
partiram de Pyongyang para casa no avião do diplomata mais
graduado dos EUA. Trump planeja recebê-los quando pousarem na
base da Força Aérea de Andrews, nos arredores de Washington,
perto das 2h da manhã de quinta-feira pelo horário local.
A libertação, elogiada pela Casa Branca como um "gesto de
boa vontade", pareceu sinalizar um esforço de Kim para dar um
tom mais favorável à cúpula, e veio na sequência de sua promessa
recente de suspender os testes de mísseis e fechar uma
instalação de testes de bombas nucleares da Coreia do Norte.
Embora Kim tenha soltado os últimos norte-americanos ainda
em seu poder, que Pyongyang usou com frequência como moeda de
troca com os EUA, sua liberação também pode visar pressionar
Trump a fazer suas próprias concessões enquanto tenta convencer
o regime a abdicar de seu arsenal nuclear, algo que este não
mostrou estar disposto a fazer.
O gesto deu a Trump uma chance de se vangloriar de um feito
diplomático um dia depois de sua decisão de retirar os EUA do
acordo nuclear com o Irã render críticas de aliados europeus,
entre outros.
"Tenho a satisfação de informar a vocês que o secretário de
Estado Mike Pompeo está no ar voltando da Coreia do Norte com os
3 cavalheiros maravilhosos que todos estão tão ansiosos para
encontrar. Eles parecem estar com boa saúde", escreveu Trump no
Twitter.
"Agradeço Kim Jong Un por ter feito isto e permitir que eles
partissem", disse o presidente aos repórteres na Casa Branca.
Ele também agradeceu seu colega chinês, Xi Jinping, dizendo que
Pequim foi "útil" para assegurar a liberdade dos três homens.
A família de um deles, Tony Kim, disse em um comunicado:
"Estamos muito gratos pela libertação de nosso marido e pai,
Tony Kim, e dos outros americanos detidos".
O destino dos três coreano-norte-americanos era um de vários
temas delicados na véspera do primeiro encontro da história
entre líderes dos EUA e da Coreia do Norte, que está sendo
planejado para o final de maio ou início de junho.
Os três são o missionário coreano-norte-americano Kim
Dong-chul, detido em 2015; Kim Sang-duk, também conhecido como
Tony Kim, que passou um mês dando aulas na Universidade de
Ciência e Tecnologia de Pyongyang, que recebe fundos do
exterior, antes de ser preso em 2017, e Kim Hak-song, que deu
aulas na mesma instituição.
A mídia estatal norte-coreana disse que eles foram detidos
ou por subversão ou por cometerem "atos hostis" contra o
governo.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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