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(Texto atualizado com mais detalhes)
Por Makini Brice, Guy Faulconbridge e Vladimir Soldatkin
WASHINGTON/LONDRES/MOSCOU, 12 Abr (Reuters) – O presidente
dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que está realizando
reuniões sobre a Síria nesta quinta-feira nas quais ameaçou
atacar com mísseis em reação a um possível ataque com gás
venenoso e que acredita que decisões serão tomadas "muito em
breve".
Os temores de um confronto entre a Rússia, a maior aliada da
Síria, e o Ocidente são grandes desde que Trump disse na
quarta-feira que os mísseis "estão a caminho" após o ataque na
cidade síria de Douma no dia 7 de abril e criticou duramente
Moscou por estar ao lado do presidente sírio, Bashar al-Assad.
"Nunca disse quando um ataque à Síria aconteceria. Pode ser
muito em breve ou nem tão logo assim!", escreveu Trump em um
tuíte na manhã desta quinta-feira.
Mais tarde, ele disse: "Estamos fazendo uma série de
reuniões hoje, veremos o que acontece. Agora temos que tomar
algumas… decisões, então elas serão tomadas muito em breve".
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que seu
país tem provas de que o governo sírio realizou o ataque, que
grupos humanitários afirmaram ter matado dezenas de pessoas, e
que decidirá se contra-ataca quando toda a informação necessária
tiver sido reunida.
"Temos prova de que na semana passada… armas químicas
foram usadas, ao menos com cloro, e que foram usadas pelo regime
de Bashar al-Assad", disse Macron, sem dar detalhes de qualquer
indício.
"Teremos que tomar decisões no devido tempo, quando
julgarmos ser mais útil e eficiente", disse ele à rede TF1.
A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, convocou
seus ministros para uma reunião especial do gabinete para
estudar se sua nação deve se unir aos EUA e à França em uma
possível ação militar. Ela qualificou o ataque em Douma,
localidade situada ao leste da capital Damasco antes dominada
por rebeldes, de bárbaro.
A Síria e seus apoiadores, Rússia e Irã, dizem que os
relatos sobre o ataque foram fabricados por rebeldes e agentes
de resgate de Douma e acusaram Washington de pretender usá-lo
como pretexto para atacar o governo.
Mas o secretário de Defesa norte-americano, James Mattis,
disse ao Congresso nesta quinta-feira que acredita ter ocorrido
um ataque químico na Síria, mas um pouco mais tarde acrescentou
que os EUA não tomaram nenhuma decisão de iniciar uma ação
militar na Síria.
Ele acusou a Rússia de ser cúmplice da retenção de armas
químicas por parte da Síria a despeito de um acordo de 2013 que
exigiu que Damasco as abandonasse e que Moscou ajudasse a mediar
o pacto.
Uma equipe de especialistas da Organização para a Proibição
de Armas Químicas (Opaq) está viajando à Síria e iniciará suas
investigações no sábado, informou a entidade sediada na Holanda.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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