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(Texto atualizado com mais informações)
Por Steve Holland e David Brunnstrom
WASHINGTON, 17 Mai (Reuters) – O presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, buscou acalmar nesta quinta-feira o líder
da Coreia do Norte, Kim Jong Un, após Pyongyang ameaçar cancelar
uma cúpula sem precedentes, dizendo que a segurança de Kim deve
ser garantida em qualquer acordo e que seu país não irá sofrer o
destino do líbio Muammar Gaddafi.
Trump disse que, até onde sabe, o encontro com Kim ainda
está programado, mas que agora o líder norte-coreano está
possivelmente sendo influenciado pela China após duas visitas
recentes ao país.
Trump se distanciou de comentário de seu assessor de
segurança nacional, John Bolton, citado pela Coreia do Norte
quando o país levantou dúvidas sobre a cúpula, que está
planejada para o dia 12 de junho em Cingapura.
“A Coreia do Norte está realmente falando conosco sobre
cronogramas e tudo mais, como se nada tivesse acontecido”, disse
Trump. Ele falava a repórteres no começo de um encontro no Salão
Oval com o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg.
Trump disse não estar buscando o chamado “modelo Líbia” para
fazer a Coreia do Norte abandonar seu programa de armas
nucleares. Bolton havia sugerido o modelo Líbia em comentários
no domingo, fazendo com que a Coreia do Norte ameaçasse cancelar
o encontro.
Gaddafi foi deposto e morto após líbios se juntarem aos
protestos de 2011 da Primavera Árabe, auxiliados por aliados da
Otan que haviam encorajado Gaddafi a abandonar suas armas
proibidas de destruição em massa sob um acordo de 2003.
Analistas sugeriram que Pyongyang se irritou por conta da
noção de que a Coreia do Norte pode sofrer o mesmo destino se
fizer concessões sobre seu programa nuclear.
Trump disse que o acordo que está buscando dará a Kim
“proteções que serão muito fortes”.
"Ele estará lá, ele estará comandando seu país, seu país
será muito rico”, disse Trump.
“O modelo Líbia era um modelo muito diferente. Nós dizimamos
aquele país”, completou.
Trump disse que o modelo Líbia só será usado se um acordo
não for alcançado com a Coreia do Norte, mas não elaborou.
“Nós não podemos deixar aquele país ter armas nucleares. Nós
simplesmente não podemos”, disse sobre a Coreia do Norte, que
tem trabalhado em mísseis capazes de atingir os EUA.
A Coreia do Norte, que mudou abruptamente de tom nos dias
recentes após semanas de relações mais calorosas com a Coreia do
Sul e preparações para a cúpula com os EUA, informou na
quarta-feira que o encontro com Trump pode não acontecer se os
EUA continuarem exigindo que o país abandone unilateralmente seu
arsenal nuclear.
Os EUA exigiram o desmantelamento “completo, verificável e
irreversível” do programa de armas nucleares da Coreia do Norte,
que Pyongyang rejeitou.
A Coreia do Norte não deu indícios de que está disposta a ir
além de afirmações de amplo apoio ao conceito de
desnuclearização.
O governo norte-coreano informou em conversas anteriores
fracassadas que pode considerar abandonar seu arsenal se os EUA
removerem suas tropas da Coreia do Sul e retirarem da Coreia do
Sul e do Japão o chamado guarda-chuva nuclear de dissuasão.
Trump disse a repórteres que se o encontro com Kim
acontecer, então “irá acontecer”, e que se não acontecer, os EUA
irão para o próximo passo. Novamente ele não elaborou.
O cancelamento da cúpula, a primeira entre líderes dos EUA e
da Coreia do Norte, seria um grande golpe ao que se tornaria a
maior conquista diplomática da Presidência de Trump.
Isto acontece em um momento em que a saída de Trump do
acordo nuclear do Irã provocou críticas internacionais e em que
a transferência da embaixada norte-americana em Israel para
Jerusalém impulsionou violência mortal na fronteira entre Israel
e Gaza.
(Reportagem de Steve Holland, David Brunnstrom e Matt
Spetalnick)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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