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(Texto atualizado com mais detalhes)
Por James Oliphant
BEDMINSTER, Estados Unidos, 11 Ago (Reuters) – O presidente
dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta sexta-feira uma
intervenção militar na Venezuela, uma surpreendente escalada na
resposta de Washington à crise política venezuelana.
A Venezuela pareceu se encaminhar a um estágio mais volátil
de agitações nos últimos dias, com forças antigoverno saqueando
armas dos militares após a instalação de uma Assembleia
Constituinte.
"O povo está sofrendo e está morrendo. Temos muitas opções
para a Venezuela, incluindo uma possível opção militar se
necessário", disse Trump a jornalistas.
Mais de 120 pessoas morreram e milhares foram presas em
quatro meses de protestos contra o governo.
O governo em Caracas não respondeu imediatamente a um pedido
de comentário sobre a ameaça de Trump.
As autoridades venezuelanas têm dito há muito tempo que os
EUA estavam planejando uma invasão. Um ex-general disse à
Reuters neste ano que alguns mísseis antiaéreos foram colocados
ao longo da costa do país para eventualidade.
Em Washington, o Pentágono disse que não recebeu nenhuma
ordem da Casa Branca sobre a Venezuela. O porta-voz do
Pentágono, no entanto, declarou que as insinuações do governo
venezuelano de que os EUA planejam uma invasão não têm sentido.
Trump, questionado se as forças dos EUA liderariam qualquer
operação na Venezuela, se recusou a fornecer detalhes.
"Nós não falamos sobre isso, mas uma operação militar – uma
opção militar -certamente é algo que podemos buscar", disse
Trump.
Os EUA impuseram sanções contra o presidente venezuelano,
Nicolás Maduro, e outras autoridades venezuelanas no dia 31 de
julho, depois que Maduro estabeleceu uma Assembleia Constituinte
comandada por seus aliados do Partido Socialista.
Washington não aplicou sanções à indústria petrolífera do
país membro da Opep, que fornece aos EUA cerca de 740 mil barris
de petróleo por dia.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759))
REUTERS TR AAP


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