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(Texto atualizado com declarações e mais informações)
Por Lisandra Paraguassu
LIMA, 13 Abr (Reuters) – O presidente Michel Temer disse
nesta sexta-feira que o fechamento da fronteira do Brasil com a
Venezuela, como pediu o Estado de Roraima, é algo "incogitável".
"Isso não é hábito do Brasil, não fechar fronteiras e nem
espero que o STF venha a decidir dessa forma. Fechar fronteiras
é incogitável", disse Temer a jornalistas em Lima, onde
participa da Cúpula das Américas.
Temer afirmou que havia analisado pouco antes o pedido do
governo de Roraima, apresentado ao Supremo Tribunal Federal, e o
considerou que o pedido não tinha "muita significação".
"Muitas das medidas pleiteadas já estão sendo tomadas.
Recursos, pessoas que vão para lá para dar assistência", disse.
O governo de Roraima apresentou no início da tarde desta
sexta uma ação ao STF cobrando do governo federal o fechamento
temporário da fronteira com a Venezuela para impedir que o
"fluxo imigratório desordenado produza efeitos mais devastadores
aos brasileiros" e aos estrangeiros que residem naquele Estado.

O governo de Roraima reclama que a União não tem feito o
suficiente para ajudar o Estado a lidar com o constante fluxo de
venezuelanos. De acordo com a contas da Polícia Federal, entre
500 e 700 pessoas cruzam a fronteira todos os dias –nem todas
para viver no Brasil.
A ação da governadora de Roraima também foi criticada pelo
ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, que
mostrou irritação ao ser informado do teor do pedido feito ao
STF.
"Essa é uma ideia… tenha santa paciência", reagiu o
ministro.
Aloysio, que também está em Lima para a Cúpula das Américas,
desconhecia a ação. Ao ser informado do caso, defendeu o governo
federal.
"O governo federal está fazendo muito, está ajudando tanto o
governo do Estado quanto as prefeituras. Nós temos recursos,
temos gente ajudando, temos colaboração com a sociedade civil.
Estamos fazendo muito e vamos fazer tudo que for necessário",
afirmou.
Em entrevista em Brasília, Suely Campos afirmou que tentou
tratar da crise dos venezuelanos em Roraima "incontáveis vezes",
mas que não tem recebido o apoio necessário do governo federal.
"O Estado está já impactado, está sobrecarregado. Como é
que o menor Estado da Federação, nós temos 520 mil habitantes,
de repente nós temos um acréscimo de 10 por cento da nossa
população”, disse.
Para a governadora, falta na fronteira um controle maior
sobre quem entra no país por parte do governo federal.

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(Edição de Alexandre Caverni e Maria Pia Palermo)
(([email protected]; 55-11-56447702; Reuters
Messaging: [email protected]))


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