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(Texto reescrito e atualizado com mais informações e detalhes)
Por Ricardo Brito
BRASÍLIA, 22 Nov (Reuters) – Em mais um movimento para
tentar conseguir votos para aprovar a nova versão da reforma da
Previdência, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) foi escolhido
pelo presidente Michel Temer para assumir o cargo de ministro da
Secretaria de Governo no lugar do tucano Antonio Imbassahy,
disseram duas fontes do PMDB à Reuters.
Deputado federal de primeiro mandato e aliado do
ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ),
atualmente preso pela Lava Jato, Marun foi a indicação levada
pela bancada do PMDB a Temer.
Com a escolha, o presidente decidiu fazer um aceno a seu
partido após ter escolhido o deputado Alexandre Baldy (sem
partido-GO) –que contou com o apoio do PP e do presidente da
Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ)– para o Ministério das Cidades,
vago desde a saída de Bruno Araújo (PSDB).
A tendência é que Marun tome posse nesta quarta-feira às 17h
no Palácio do Planalto juntamente com Baldy. A posse de Baldy
estava inicialmente marcada para as 15h30, mas foi adiada para
tentar conciliar com a escolha do peemedebista. Uma fonte do
Planalto, entretanto, disse que a indicação de Marun "ainda" não
estava definida. Por ora, a posse é apenas de Baldy.
Com a escolha de Marun, o PMDB venceu a queda de braço com
setores do centrão – grupo de partidos médios da Câmara – que
queria evitar o fortalecimento do partido do presidente no
Planalto. Atualmente, os peemedebistas já contam com duas pastas
sediadas no Palácio, a Casa Civil, com Eliseu Padilha, e a
Secretaria-Geral da Presidência, com Moreira Franco.
Marun cumpre a exigência imposta por Temer de que os novos
ministros não concorram a cargos eletivos nas eleições de 2018.
Se isso ocorresse, eles teriam de deixar os cargos até o dia 7
de abril, prazo final para que eles se desincompatibilizem para
concorrer em outubro.
Por outro lado, Temer não definiu o destino de Antonio
Imbassahy. Um dos auxiliares que mais gostava, mas que não
contava com apoio do PSDB, Imbassahy poderá ser deslocado para a
Secretaria de Direitos Humanos, atualmente comandada pela tucana
Luislinda Valois.
Mesmo com o provável desembarque tucano do governo, o
presidente conta com os votos do PSDB para aprovar a nova versão
da reforma, cujo texto deverá ser apresentado a lideranças e
deputados na noite desta quarta-feira em jantar no Palácio da
Alvorada.
Por ora, auxiliares do presidente e lideranças partidárias
admitem que o governo não tem os 308 votos necessários para
aprovar a nova versão da reforma.

(Edição de Eduardo Simões)
(([email protected]; 55-11-56447702; Reuters
Messaging: [email protected]))

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