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(Texto atualizado com mais detalhes)
Por Denis Pinchuk e Stephen Kalin
SOCHI, Rússia/RIAD, 22 Nov (Reuters) – O presidente da
Rússia, Vladimir Putin, recebeu os líderes do Irã e da Turquia
para debater a Síria nesta quarta-feira, lançando uma grande
iniciativa diplomática para encerrar finalmente uma guerra civil
já praticamente vencida pelo governo do presidente Bashar
al-Assad.
Grupos opositores sírios, que se reuniram na Arábia Saudita
para buscar uma posição unificada antes de conversas de paz,
decidiram manter sua exigência de que Assad deixe o poder,
noticiou a televisão Al Arabiya na esteira de uma especulação
segundo a qual eles poderiam suavizar sua abordagem depois que
seu líder linha-dura saísse.
Putin, que recebeu Hassan Rouhani e Tayyip Erdogan em Sochi,
um resort no Mar Negro, dois dias depois de ser visitado no
local por Assad, disse que os presidentes iraniano e turco
concordaram em apoiar uma proposta russa para um "congresso do
povo sírio".
A Rússia quer que o congresso, também a ser realizado em
Sochi, inicie um diálogo paralelo a um processo de paz
patrocinado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra.
"O congresso examinará as questões-chave na agenda nacional
da Síria", disse Putin a repórteres, sentado ao lado de Rouhani
e Erdogan. "Em primeiro lugar, é a elaboração de um quadro para
a futura estrutura do Estado, a adoção de uma nova constituição
e, com base nisso, a realização de eleições sob supervisão das
Nações Unidas."
A guerra civil síria, que está em seu sétimo ano, matou
centenas de milhares de pessoas e deu origem à pior crise de
refugiados do mundo, levando mais de 11 milhões de pessoas a
fugirem de casa.
Todas as tentativas de se obter uma solução diplomática
fracassaram rapidamente, já que a oposição exige que Assad saia,
o governo insiste em sua permanência e nenhum lado possui força
para se impor conquistando uma vitória militar.
Mas desde que Moscou entrou na guerra ao lado do governo de
Assad, em 2015, o equilíbrio de forças virou decisivamente a
favor de Damasco – um ano atrás o Exército expulsou rebeldes de
seu último bastião urbano, a metade leste de Aleppo.
Nas últimas semanas o autoproclamado califado do Estado
Islâmico desmoronou. Agora forças do governo controlam
efetivamente toda a Síria, com exceção de alguns bolsões
rebeldes e uma parte do norte comandada por forças
majoritariamente curdas apoiadas pelos Estados Unidos.
Tendo ajudado o governo sírio a chegar perto da vitória,
Putin agora parece estar desempenhando o papel de protagonista
dos esforços internacionais para encerrar o conflito nos termos
de Assad.
O líder russo também conversou com seu colega
norte-americano, Donald Trump, e com lideranças do Oriente Médio
nesta semana, mas qualquer acordo final que mantenha Assad no
poder provavelmente exigirá a participação de algum tipo de
delegação opositora disposta a negociar a demanda de sua
partida.
O mediador das conversas de paz da ONU, Staffan de Mistura,
que preside o processo de paz formal em Genebra, disse aos
grupos oposicionistas no encontro em Riad que eles precisam ter
as "discussões duras" necessárias para se chegar a uma "linha
comum".
(Reportagem adicional de Suleiman al-Khalidi e Dahlia Nehme)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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