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(Texto atualizado com mais detalhes)
Por Nidal al-Mughrabi
GAZA, 13 Mar (Reuters) – O primeiro-ministro palestino, Rami
Hamdallah, sobreviveu a uma tentativa de assassinato em Gaza
nesta terça-feira, disse a Autoridade Palestina, depois que uma
aparente bomba de beira de estrada atingiu sua comitiva.
O ataque ao líder apoiado pelo Ocidente, que lidera os
esforços de reconciliação da Autoridade Palestina com o Hamas, o
grupo dominante em Gaza, ocorreu no mesmo dia em que a Casa
Branca deve realizar uma reunião sobre a situação humanitária no
enclave.
Ninguém assumiu a responsabilidade pelo que um oficial de
segurança da Autoridade Palestina em Gaza disse ter sido a
explosão de uma bomba de beira de estrada. Um segundo
dispositivo não explodiu, disse o oficial.
Seis agentes de segurança ficaram feridos no ataque, disse
Hamdallah pouco após a explosão.
O Hamas, que repudiou o ataque, e a Autoridade Palestina
disseram ver o incidente como uma tentativa de impedir a
implementação de um acordo de unidade assinado em outubro, que
tem elevado esperanças de melhorar as condições econômicas no
território habitado por dois milhões de pessoas.
Minutos após a explosão, o premiê de 59 anos, parecendo
ileso, fez um discurso na inauguração de uma usina de tratamento
de resíduos e prometeu continuar a buscar a união entre os
palestinos.
Ele disse que a bomba danificou três veículos. A detonação
deixou uma cratera do lado da rua e estourou as vidraças de pelo
menos um veículo utilitário.
A Autoridade Palestina não acusou o Hamas diretamente pelo
ataque, mas sugeriu que o grupo não providenciou a segurança
adequada.
"Foi uma tentativa bem planejada. Eles plantaram
dispositivos explosivos a dois metros de profundidade", disse
Hamdallah na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, sem apontar o
dedo para nenhum grupo.
O Hamas e a Autoridade Palestina, comandada pelo presidente
Mahmoud Abbas, ainda estão divididos quanto à maneira de
compartilhar o poder administrativo na Faixa de Gaza nos termos
de um acordo de união mediado pelo Egito. O Hamas tomou o
controle da Faixa de Gaza de forças leais a Abbas em 2007.
"O ataque contra o governo de consenso é um ataque contra a
união do povo palestino", disse Nabil Abu Rdainah, porta-voz de
Abbas.
Em um comunicado, o Hamas disse que o atentado à comitiva de
Hamdallah foi "parte da tentativa de prejudicar a segurança de
Gaza e aplicar um golpe nos esforços para finalizar a
reconciliação". Forças de segurança lideradas pelo Hamas
disseram ter iniciado uma investigação.
Hamdallah, cujo retrato é exibido ao lado do de Abbas e dos
de líderes do Hamas em pôsteres espalhados por Gaza que pedem a
união palestina, tem como base a Cisjordânia ocupada.
Ele viajou por terra, via Israel, para a Faixa de Gaza, e a
polícia disse que a comitiva foi atacada perto de Beit Hanoun,
cidade do norte do enclave. Mais tarde ele deixou Gaza em outro
comboio, tal como programado, e homens munidos de rifles
automáticos se postaram ao lado de seu veículo.
(Reportagem de Nidal al-Mughrabi, Ali Sawafta e Stephen
Farrell)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702))
REUTERS AC


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