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(Texto atualizado com mais detalhes)
BRASÍLIA, 12 Set (Reuters) – Deputados tentam chegar a um
entendimento mínimo para votar duas propostas da reforma
política nesta semana, mas as divergências em torno do chamado
distritão podem atrasar a votação do tema a tal ponto que
inviabilize sua tramitação a tempo no Senado.
Segundo duas fontes que acompanham as negociações, ainda não
há acordo sobre o sistema eleitoral, mas há forte movimentação
de um grupo de aproximadamente 100 deputados, comandados pelo
líder do PP, Arthur Lira (AL), para que ele seja aprovado.
Esse grupo, inclusive, ameaça não votar nenhum outro ponto
da reforma caso o distritão não seja aprovado.
Por isso mesmo, lideranças e representantes de partidos
estavam reunidos na liderança do governo na Câmara por volta das
21h, na tentativa de chegar a um consenso mínimo.
Mais cedo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo
Maia (DEM-RJ), afirmou que iniciaria a votação pela Proposta de
Emenda à Constituição (PEC) 77, justamente pelo trecho que trata
da mudança do sistema eleitoral para a escolha de deputados e
vereadores.
Depois, passaria à análise de outra PEC, a 282, que proíbe
as coligações e estabelece uma cláusula de desempenho.
Antes, no entanto, o plenário da Câmara precisa analisar
duas medidas provisórias e ainda assim manter seu quórum
suficientemente alto. Para aprovação de uma PEC são necessários
os votos de 308 dos 513 deputados.
Maia tem adotado a postura de aguardar um quórum próximo a
450 deputados para iniciar a votação de uma PEC.
A ideia, segundo outras duas fontes, era tentar iniciar a
votação da reforma política nesta terça, encerrá-la na
quarta-feira, e depois passar ao Refis.
Mas diante da falta de acordo, o mais provável é que comecem
as votações pela PEC 282, deixando a medida que trata da
renegociação de dívidas tributárias, o Refis, para a próxima
semana.
Duas lideranças que participam da reunião não descartam, no
entanto, que as votações de quarta-feira sejam iniciadas pelo
Refis.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello; Edição de Alexandre
Caverni)
(([email protected]; 5511 56447702; Reuters
Messenger: [email protected]))

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