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(Texto atualizado com mais informações)
Por Lisandra Paraguassu
LIMA, 14 Abr (Reuters) – O presidente Michel Temer
manifestou preocupação com a escalada de violência no guerra na
Síria e pediu envolvimento dos países envolvidos para uma
solução duradoura, baseada no direito internacional, para o
conflito.
"Há uma profunda preocupação no nosso país com a escalada do
conflito militar na Síria. Já é passada a hora de encontrarmos
soluções duradouras baseadas em direito internacional. Uma
guerra que se estende já há tempo demais, com perdas humanas
demais", disse Temer.
O presidente condenou o uso de armas químicas por parte do
governo sírio e pediu o engajamento da comunidade internacional
em uma solução definitiva, mas evitou atacar diretamente o
ataque ordenado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald
Trump, apoiado pela Grã Bretanha e França.
Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio
Nunes, afirmou que o Brasil repudia o uso de armas químicas mas
está preocupado com o aumento das ações militares na Síria e
defende uma solução política para a guerra civil naquele país.
"Estamos muito preocupados com o aumento das ações militares
na Síria, assim como já estávamos, reitero, muito preocupados
com as graves denúncias ataques químicos", disse o ministro a
jornalistas em Lima, onde participa da Cúpula das Américas.
Forças norte-americanas, britânicas e francesas bombardearam
a Síria com mais de 100 mísseis neste sábado nos primeiros
ataques ocidentais coordenados contra o governo de Damasco,
tendo como alvo o que chamaram de centros de armas químicas em
retaliação a um ataque com gás venenoso, que acusam ser de
responsabilidade do governo sírio.
"Aguardamos a conclusão o mais rápido possível das
investigações no âmbito da Opaq (Organização para a Proibição de
Armas Químicas), para que se possa punir os responsáveis",
acrescentou Aloysio Nunes. "O Brasil defende uma solução
política negociada pelos sírios que preserve a unidade
territorial do país."
O ministro disse ainda que entrou em contato com o pessoal
diplomático brasileiro na capital síria, Damasco, e que "não
houve danos colaterais".
O Itamaraty deve soltar em breve uma nota sobre os ataques
na Síria por potências ocidentais. Questionado se isso tirava
importância da cúpula de Lima, o ministro brasileiro disse
acreditar que não seja o caso.
Mas diplomatas brasileiros ouvidos pela Reuters afirmaram
que o ataque tira a atenção de uma cúpula já esvaziada pela
ausência do próprio Trump, e as dificuldades de tratar de temas
centrais para a região, como a crise na Venezuela.
O presidente Michel Temer deve tratar também do tema no fim
de seu discurso na plenária presidencial da cúpula das Américas.

(Edição de Alexandre Caverni e Aluísio Alves)
(([email protected]; 55-11-56447702; Reuters
Messaging: [email protected]))

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