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(Texto atualizado com mais detalhes)
Por Nidal al-Mughrabi
FRONTEIRA DE GAZA, 13 Abr (Reuters) – Um palestino foi morto
e mais de 200 pessoas ficaram feridas em confrontos com tropas
israelenses nesta sexta-feira, quando milhares se reuniram em
protesto na fronteira entre Gaza e Israel, informaram
autoridades de Gaza.
Os palestinos arremessaram pedras e queimaram pneus perto da
cerca da fronteira, onde os atiradores de elite do Exército
israelense estão posicionados. Alguns na multidão atiraram
bombas incendiárias e um artefato explosivo, e tentaram
atravessar para Israel, segundo os militares israelenses.
Autoridades médicas palestinas disseram que as tropas
israelenses abriram fogo contra os manifestantes, matando um e
ferindo 220.
Um porta-voz militar de Israel disse que os soldados estavam
sendo confrontados por baderneiros e responderam "com meios de
dispersão de tumulto, e também disparando de acordo com as
regras de engajamento".
Palestinos chegaram em massa a acampamentos próximos da
fronteira enquanto o protesto apelidado de "A Grande Marcha do
Retorno" – que evoca um clamor antigo de refugiados para voltar
aos seus lares ancestrais no que hoje é Israel – entrava em sua
terceira semana.
Tropas israelenses já mataram 31 palestinos de Gaza a tiros
e centenas ficaram feridos desde o início das manifestações,
provocando críticas internacionais contra as táticas letais
usadas contra eles.
Nesta sexta-feira grupos de jovens acenaram com bandeiras
palestinas e incendiaram centenas de pneus e bandeiras
israelenses perto da fronteira cercada depois das orações. Em um
acampamento ao leste da Cidade de Gaza, jovens carregaram nos
ombros um caixão envolto na bandeira israelense com as palavras
"O Fim de Israel".
Israel declarou uma zona de interdição perto da cerca da
fronteira com Gaza.
Nenhum israelense morreu durante os protestos, e grupos de
direitos humanos dizem que os militares de Israel vêm usando
munição letal contra manifestantes que não representam risco
imediato de morte.
Israel afirma estar fazendo o que precisa para defender sua
fronteira e para impedir que algum manifestante atravesse a
cerca.
O protesto planejado para durar seis semanas ressuscitou uma
exigência antiga pelo direito de refugiados palestinos voltarem
para as cidades e vilarejos dos quais seus familiares fugiram,
ou foram expulsos, quando o Estado de Israel foi criado 70 anos
atrás.
O protesto começou em 30 de março e deve terminar em 15 de
maio.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759))
REUTERS ES IM TR


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