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(Texto atualizado com declarações e mais informações)
BRASÍLIA, 15 Fev (Reuters) – O ministro da Secretaria de
Governo, Carlos Marun, disse nesta quinta-feira, que o governo
precisa da semana que vem para buscar os cerca de 40 votos que
faltam para aprovar a reforma da Previdência ainda neste mês.
Em entrevista coletiva após se reunir com o presidente da
Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Marun disse que,
independentemente dos votos contabilizados na próxima
segunda-feira, a discussão da reforma deve começar no plenário
da Casa na terça-feira.
"Temos consciência de que precisamos ainda da semana que vem
para buscarmos os votos que ainda faltam para a aprovação",
disse o ministro, que ainda trabalha com uma margem de 40
deputados a serem convencidos a favor da reforma.
Questionado se o governo insistirá na votação da medida,
mesmo sem a certeza de que contará com os votos necessários para
sua aprovação, Marun lembrou que a prerrogativa de pautar
matérias na Câmara é do presidente da Câmara e disse ter
"convicção de que ele (Maia) tem consciência que nós ainda temos
um trabalho a realizar durante a semana que vem".
"Na terça-feira deve começar a discussão oficialmente … e
obviamente que iremos ouvir os líderes, iremos também ouvir
sugestões de discussões eventuais com as bancadas, de discussões
com aqueles membros da nossa base que ainda estão indecisos ou
até se manifestando contra a aprovação da reforma."
Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição
(PEC), a reforma da Previdência precisa dos votos de pelo menos
308 dos 513 deputados, em dois turnos de votação, antes que a
matéria possa seguir para o Senado.
Por isso mesmo –e por ainda não contar com o apoio mínimo
necessário para garantir a aprovação da PEC–, o governo
continua seu trabalho de articulação e não fecha portas a
eventuais mudanças no texto da Previdência, desde que mantida a
idade mínima e as mesmas regras para os trabalhadores da
iniciativa privada e os servidores públicos.
Maia deve manter conversas ainda nesta semana, avisou Marun,
e deve ocorrer uma reunião na noite do domingo, no Palácio da
Alvorada, para avaliação do cenário e da estratégia a ser
seguida.
Na segunda, da mesma forma, deve ocorrer uma reunião na
residência oficial da presidência da Câmara dos Deputados com
líderes da base já que a medida encontra resistências em todas
as bancadas, de acordo com Marun.
"As concessões que podemos fazer dependem de votos…
Podemos discutir conceder aos agentes penitenciários o mesmo
tratamento dos policiais em termos de Previdência? Podemos.
Pedimos que eles busquem votos", exemplificou, citando ainda as
demandas de funcionários públicos que entraram no serviço antes
de 2003, desde que também se traduzam em apoio à PEC.
"Vamos começar a conversar de números a partir da
segunda-feira."

(Reportagem de Maria Carolina Marcello; Edição de Alexandre
Caverni)
(([email protected]; 55-11-56447702; Reuters
Messaging: [email protected]))

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