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(Texto atualizado com mais informações)
Por Dan Williams e Angus McDowall
JERUSALÉM/BEIRUTE, 10 Mai (Reuters) – Israel afirmou nesta
quinta-feira que atacou quase toda infraestrutura militar do Irã
na Síria depois que forças iranianas dispararam mísseis contra
território controlado por Israel pela primeira vez.
A ação representa a mais pesada investida militar israelense
na Síria desde o início da guerra civil síria em 2011, na qual
tropas iranianas, milícias xiitas aliadas e soldados russos se
mobilizaram em apoio ao presidente sírio, Bashar al-Assad.
O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que monitora
o conflito, disse que os ataques israelenses mataram pelo menos
23 militares, incluindo sírios e não sírios.
O ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, disse que
os mísseis iranianos não acertaram seus alvos, que eram bases
militares nas Colinas de Golã ocupadas por Israel, ou foram
interceptados.
As expectativas sobre um aumento de tensão na região, em
meio a alertas de Israel de que estava determinado a impedir o
entrincheiramento militar iraniano na Síria, foram alimentadas
pelo anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na
terça-feira, de que vai retirar seu país do acordo nuclear
fechado com o Irã em 2015.
O governo Trump retratou sua posição contra o acordo como
uma resposta, em parte, às intervenções militares de Teerã na
região, endossando a postura rígida do primeiro-ministro
israelense, Benjamin Netanyahu, diante do Irã.
O ataque em Golã foi "só mais uma demonstração de que o
regime iraniano não é confiável e outro bom lembrete de que o
presidente tomou a decisão certa de sair do acordo com o Irã",
disse a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, à rede Fox
News.
Israel disse que 20 foguetes iranianos Grad e Fajr foram
abatidos por seu sistema de defesa antiaérea Domo de Ferro ou
não atingiram os alvos em Golã, um território que capturou da
Síria na Guerra dos Seis Dias de 1967.
A Força Quds, um braço externo da Guarda Revolucionária
iraniana, realizou o ataque, segundo Israel.
A mídia estatal síria disse que dezenas de mísseis
israelenses atingiram uma estação de radar, posições da defesa
aérea do país e um depósito de munições, ressaltando os riscos
de uma escalada ainda maior envolvendo o Irã e seus aliados
regionais.
O Ministério da Defesa russo disse que a Síria abateu mais
da metade dos mísseis disparados por Israel, segundo a agência
de notícias RIA.
"Atingimos… quase toda infraestrutura iraniana na Síria",
disse Lieberman em uma sessão de perguntas e respostas na
conferência de segurança anual Herzliya, em Tel Aviv. "Espero
que tenhamos encerrado este capítulo e que todos tenham recebido
o recado".
O porta-voz dos militares israelenses, tenente-coronel
Jonathan Conricus, disse a repórteres que o ataque iraniano foi
"comandado e ordenado por Qassem Soleimani (principal general da
Força Quds) e não cumpriu seu objetivo".
Conricus disse que Israel reagiu destruindo dezenas de
instalações militares iranianas na Síria, além de unidades
antiaéreas sírias que tentaram em vão derrubar aviões
israelenses.
"Ainda não sabemos o saldo de baixas (iraniano)", disse.
"Mas posso dizer que, em termos do nosso objetivo, nos
concentramos menos nos recursos humanos e mais nas capacidades e
nos equipamentos… para infligir danos de longo prazo no
establishment militar iraniano na Síria. Avaliamos que este
precisará de um tempo substancial para se recompor".
O Irã não comentou de imediato.
(Reportagem adicional de Dan Williams e Jeffrey Heller, em
Jerusalém, e Dahlia Nehme e Tom Perry, em Beirute)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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