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(Texto atualizado com mais informações)
Por Hesham Hajali e Nidal al-Mughrabi
CAIRO/GAZA, 12 Out (Reuters) – As facções palestinas rivais
Hamas e Fatah assinaram nesta quinta-feira um acordo de
reconciliação política, depois que o Hamas aceitou entregar o
controle administrativo da Faixa de Gaza, incluindo o decisivo
posto de fronteira de Rafah, uma década após ter tomado o
enclave em uma guerra civil.
O acordo mediado pelo Egito aproxima o partido Fatah, do
presidente palestino, Mahmoud Abbas, apoiado pelo Ocidente, e o
Hamas, um movimento militante islâmico apontado por países
ocidentais e por Israel como terrorista.
A unidade palestina também pode fortalecer a posição de
Abbas em uma eventual retomada nas negociações sobre um Estado
palestino em territórios ocupados por Israel. As disputas
internas entre os palestinos vinham sendo um grande obstáculo
para as conversas de paz, uma vez que o Hamas travou três
guerras com Israel desde 2008 e continua a pedir a destruição do
país.
A decisão do Hamas de transferir poderes administrativos de
Gaza para um governo apoiado pelo Fatah marca uma grande virada,
propiciada em parte pelos temores do Hamas de um isolamento
financeiro e político depois que seu principal apoiador e
doador, o Catar, passou a enfrentar uma disputa diplomática de
grandes proporções com países como a Arábia Saudita, que o
acusam de apoiar militantes islâmicos. O Catar nega.
Israel recebeu a notícia sobre o acordo palestino
cautelosamente, dizendo que os palestinos têm que cumprir
acordos internacionais e termos anteriores estabelecidos pelos
negociadores do chamado Quarteto do Oriente Médio — incluindo o
reconhecimento de Israel e o desarmamento do Hamas.
Milhares de palestinos foram às ruas de Gaza nesta quinta
para celebrar o pacto de unidade, com alto-falantes e carros de
som tocando canções nacionais e jovens dançando e se abraçando,
muitos com bandeiras palestinas e egípcias.
O Egito ajudou a mediar diversas tentativas anteriores de
reconciliação entre os dois movimentos palestinos e para a
formação de um governo de unidade em Gaza e na Cisjordânia, onde
ficam baseados Abbas e a Autoridade Palestina, liderada pelo
Fatah.
Hamas e Fatah concordaram em 2014 formar um governo de
reconciliação nacional, mas o acordo logo se desfez por
recriminações mútuas, e o Hamas continuou a dominar Gaza até o
novo pacto fechado nesta quinta.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF LC


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