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(Texto atualizado com mais informações)
RIO DE JANEIRO, 7 Dez (Reuters) – O secretário-executivo do
Ministério da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou nesta
quinta-feira que o governo não tem um plano B e que trabalha
apenas com o cenário de que a reforma da Previdência será votada
em breve.
Segundo ele, o trabalho agora é de convencimento dos
parlamentares para aprovar a matéria e que as fortes reações
negativas que os mercados financeiros estão mostrando nesta
sessão ocorrem porque eles sabem "da importância da reforma da
Previdência".
"O governo está preparado para aprovar e não trabalhamos
com o cenário de não aprovar a reforma", disse Guardia em evento
da Comissão de Valores Mobiliários realizado no Rio de Janeiro.
"Não tem saída. Tem que aprovar a reforma. Já temos um
gasto alto, o mercado sabe disso e olha para isso", completou.
Apesar do discurso otimista de lideranças da base nos
últimos dias, o governo do presidente Michel Temer decidiu adiar
para esta quinta-feira uma decisão sobre se a nova versão da
reforma da Previdência será colocada em votação no plenário da
Câmara dos Deputados na próxima semana.
Diante disso, o mercado reagia nesta sessão, com o dólar
em alta de quase 2 por cento contra o real, as taxas dos
contratos futuros de juros mais longos avançando com força e o
Ibovespa em queda de cerca de 2,5 por cento.
"O momento é de organizar a base, e o mercado reage com mais
ou menos ansiedade aos fatos políticos. O ideal é aprovar agora
na Câmara e já iniciar o próximo ano discutindo no Senado",
disse ele.
Para aprovar a reforma na Câmara são necessários os votos de
308 dos 513 deputados em dois turnos de votações no plenário da
Casa. Posteriormente, a Proposta de Emenda à Constituição que
muda as regras previdenciárias terá ainda de ser analisada pelo
Senado.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier; Texto de Camila Moreira;
Edição de Eduardo Simões)
(([email protected]; +55 11 5644-7732; Reuters
Messaging: [email protected]))

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