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(Texto atualizado com mais informações)
BRASÍLIA, 14 Mar (Reuters) – O ministro da Fazenda, Henrique
Meirelles, defendeu nesta quarta-feira que é necessário abrir a
economia brasileira e que o governo está acelerando negociações
com União Europeia para um tratado de livre comércio.
Respondendo a perguntas de usuários do Twitter por meio de
vídeos, o ministro afirmou que o Brasil também está se
aproximando de acordo Transpacífico e iniciando conversas com o
Reino Unido para firmar um tratado após a saída do país da UE.
As declarações vêm após a imposição pelos Estados Unidos de
tarifas de 25 por cento sobre importações de aço e de 10 por
cento sobre importações de alumínio, anunciada na semana
passada. Nesta quarta-feira, o presidente Michel Temer afirmou
que a sobretaxa sobre o aço "preocupa muito" o Brasil.

No Twitter, Meirelles voltou a dizer que ainda não decidiu
se será ou não candidato à Presidência da República, o que
resolverá até o início de abril. No entanto, não se furtou a
responder questões sobre eventual plataforma política.
Questionado sobre qual seria a prioridade do seu governo,
caso eleito, o ministro deu foco à geração de empregos, mas
também falou sobre outros pontos, ecoando a postura de candidato
que vem adotando em diversas entrevistas dadas nos últimos
tempos.
"A primeira prioridade é garantir emprego para os
brasileiros. Para isso é necessário economia crescendo, com
política econômica bem sucedida. Em segundo lugar, inflação
baixa, para que o salário não seja corroído ao longo do tempo",
afirmou.
"Depois, um uso competente dos recursos públicos, garantindo
melhor saúde, melhor educação e mais segurança para a população.
E, finalmente, transporte, infraestrutura, energia mais barata e
mais disponível. Em resumo, um país que forneça cada vez
melhores condições de vida para seus cidadãos", completou.
A respeito da continuidade na queda dos juros básicos da
economia, Meirelles disse que o movimento vai depender do
comportamento da inflação e que o Banco Central é autônomo para
tomar essa decisão.
Economistas de instituições financeiras passaram a ver novo
corte de 0,25 ponto percentual na Selic na reunião do BC na
próxima semana, segundo pesquisa Focus, diante da persistente
fraqueza da inflação. Se confirmado, o passo levará a taxa
básica de juros para a nova mínima histórica de 6,5 por cento.

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Meirelles destacou ainda que intervenções no câmbio para
controle da cotação da moeda não funcionam e disse que o BC pode
agir no mercado cambial com duas finalidades apenas: para
intervir em processos de falta de liquidez ou para acumular
reservas.

(Por Marcela Ayres; Edição de Patrícia Duarte e Camila Moreira)
(([email protected]; 5561-3426-7021; Reuters
Messaging: [email protected]))


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