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(Texto atualizado com mais informações)
CUIABÁ, 12 Mar (Reuters) – O ministro da Fazenda, Henrique
Meirelles, afirmou nesta segunda-feira que o governo ainda não
definiu quais medidas tomará após os Estados Unidos taxarem a
importação de aço e alumínio, mas classificou a investida como
"negativa".
Falando a jornalistas após participar de evento em Cuiabá,
no Mato Grosso, Meirelles voltou a defender a importância de um
comércio livre e avaliou que a indústria e população
norte-americana serão atingidas com a elevação das alíquotas.
No fim da tarde desta segunda-feira, Meirelles se encontra
com o diretor-geral da Organização Mundial de Comércio (OMC),
Roberto Azevêdo, e a expectativa é que tratem do assunto.
Na semana passada, o governo do presidente dos EUA, Donald
Trump, impôs tarifas de 25 por cento sobre importações de aço e
de 10 por cento sobre importações de alumínio, mas isentou
Canadá e México, recuando de promessas anteriores de taxação
sobre todos os países.
O governo brasileiro ainda tenta entender a extensão do
efeito que as medidas norte-americanas podem ter para o país,
mas já considera medidas de retaliação, disse à Reuters uma alta
fonte do Itamaraty.
A respeito da chance de novos cortes na taxa básica de
juros, a Selic, o ministro afirmou que o Banco Central poderá ou
não fazê-lo na próxima reunião do Comitê de Política Monetária
(Copom), em 21 de março. Disse também que o governo está
contendo despesas, o que ajuda na redução dos juros.
Economistas de instituições financeiras passaram a ver novo
corte de 0,25 ponto percentual nos juros básicos na reunião do
BC na próxima semana, segundo pesquisa Focus do BC, diante da
persistente fraqueza da inflação. Se confirmado, o passo levará
a Selic para a nova mínima histórica de 6,5 por cento.

(Reportagem de Jonas da Silva; Texto de Marcela Ayres; Edição
de Patrícia Duarte)
(([email protected]; +55 11 5644-7732; Reuters
Messaging: [email protected]))

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