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(Texto atualizado com mais informações)
SÃO PAULO, 14 Mar (Reuters) – O ministro da Fazenda,
Henrique Meirelles, cobrou nesta quarta-feira do governo do
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mais clareza sobre
o que está disposto a negociar após impor pesada taxação sobre
importação de aço e alumínio, acrescentando que o Brasil poderá
entrar com representação contra o país junto à Organização
Mundial do Comércio (OMC).
"A administração dos Estados Unidos diz que quer negociar,
mas sobre o que? Precisam dizer", afirmou ele em inglês ao
participar de um painel de discussão sobre perspectiva sobre a
economia global durante o Fórum Econômico Mundial para a América
Latina, em São Paulo.
Mais cedo, o presidente Michel Temer já havia dito que o
Brasil deve ter cuidado na maneira como vai enfrentar a taxação
imposta pelos EUA devido à importante relação entre os dois
países mas que se não houver uma solução em breve, o país
entrará com uma representação na OMC.
O governo dos EUA impôs na semana passada tarifas de 25 por
cento sobre importações de aço e 10 por cento sobre importações
de alumínio, abrindo exceção apenas para os produtos do Canadá e
México. A reação nos mercados financeiros foi imediata, com os
investidores temendo uma guerra comercial global.
O Brasil é o segundo maior exportador de aço para os EUA,
tendo enviado à maior economia do mundo 4,7 milhões de toneladas
em 2017.
Meirelles também avaliou que o principal risco global é
alguns presidentes de bancos centrais "ficarem atrás da curva" e
a inflação surpreender, apesar de este não ser o cenário mais
provável.
"A recuperação global não é tão forte, o que acho bom",
acrescentou.
As principais economias globais estão ajustando suas
políticas monetárias em compasso com os sinais de crescimento
econômico, buscando com isso domar pressões inflacionárias.
Nos Estados Unidos, a expectativa é que o Federal Reserve,
banco central do país, aumente a taxa de juros este ano mais do
que se pensava anteriormente, com uma elevação na próxima semana
e outras três em 2018, impulsionadas pelo sólido mercado de
trabalho, apontou pesquisa Reuters nesta quarta-feira.

(Reportagem de Iuri Dantas; Texto de Marcela Ayres; Edição de
Patrícia Duarte)
(([email protected]; +55 11 5644-7732; Reuters
Messaging: [email protected]))

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