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(Texto atualizado com mais informações)
Por John Irish
PARIS, 12 Out (Reuters) – Os Estados Unidos e Israel
anunciaram nesta quinta-feira que deixarão a Unesco, agência de
educação e cultura da ONU, em consequência do que o governo
norte-americano afirmou ser um viés anti-israelense por parte da
organização.
A saída dos Estados Unidos, que são responsáveis por
fornecer um quinto do financiamento da Unesco, representa um
grande golpe para a organização sediada em Paris, que foi
fundada depois da 2ª Guerra Mundial para ajudar a proteger
patrimônios culturais e naturais em todo mundo.
A Unesco é conhecida principalmente por designar os locais
considerados Patrimônios Mundiais, como a cidade histórica síria
de Palmira e o Parque Nacional do Grand Canyon, nos Estados
Unidos.
Essa decisão não foi tomada facilmente, e reflete as
preocupações dos EUA com crescentes contas atrasadas na Unesco,
a necessidade de reformas fundamentais na organização e o
contínuo viés anti-Israel", disse a porta-voz do Departamento de
Estado norte-americano Heather Nauert em comunicado.
Horas depois, o primeiro-ministro israelense, Benjamin
Netanyahu, disse que Israel também deixará a organização, e
chamou a decisão dos EUA de "corajosa e moral".
A Organização das Nações Unidas Para a Educação, a Ciência e
a Cultura (Unesco) lamentou a decisão dos EUA.
"Após receber notificação oficial do secretário de Estado
dos EUA, sr. Rex Tillerson, como diretora-geral da Unesco eu
quero expressar meu profundo lamento com a decisão dos Estados
Unidos da América de se retiraram da Unesco", disse a
diretora-geral da agência, Irina Bokova, em comunicado.
A diretora-geral acrescentou que a decisão dos EUA
representa uma perda para o multilateralismo e para a família
ONU.
Os Estados Unidos já haviam cancelado em 2011 sua
substancial contribuição financeira para a Unesco em protesto
contra decisão da agência de conceder ao palestinos o status de
membros plenos.
Os EUA e Israel estão entre os apenas 14 de 194 países
membros da organização que votaram contra a admissão dos
palestinos. O governo norte-americano não paga seus 80 milhões
de dólares anuais desde então, o que significa uma conta
acumulada que supera os 500 milhões de dólares.
Apesar de Washington apoiar um futuro Estado palestino
independente, o governo dos EUA diz que são necessárias
negociações de paz para a sua formação, e considera prejudicial
ao processo que organizações internacionais admitam os
palestinos antes da conclusão das negociações.
(Reportagem de Susan Heavey e Sudip Kar-Gupta)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF LC


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