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Por Steve Holland
BEIRUTE/NAÇÕES UNIDAS, 13 Abr (Reuters) – Os Estados Unidos
culparam nesta sexta-feira o governo sírio por um ataque mortal
com armas químicas neste mês e criticaram a Rússia por falhar em
parar seu aliado, o presidente sírio Bashar al-Assad.
No momento em que a perspectiva de uma ação militar
comandada pelos EUA que poderia levar a um confronto com a
Rússia paira sobre o Oriente Médio, a Casa Branca acusou a Síria
de realizar um ataque com gás tóxico em 7 de abril que matou
dezenas de pessoas em Douma, perto de Damasco.
"Temos uma confiança muito alta de que a Síria foi
responsável, e mais uma vez, o fracasso da Rússia em pará-los e
sua contínua falta de ação nesta frente têm sido parte do
problema", disse a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders.
A inteligência dos EUA mostra que uma alegação da Rússia de
que o ataque foi encenado é falsa, disse Sanders. "A nossa
inteligência nos diz outra coisa. Eu não posso ir além disso",
disse ela a repórteres.
O Departamento de Estado disse os Estados Unidos têm provas
em "um nível muito alto de confiança" de que o governo sírio
executou o ataque, mas ainda está trabalhando para identificar a
mistura de agentes químicos usados.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou na
quarta-feira que mísseis seriam lançados em resposta ao ataque
em Douma, cidade que vinha sendo controlada por rebeldes até
este mês.
Especialistas em armas químicas da Organização para a
Proibição de Armas Químicas (Opaq) chegaram à Síria para
investigar o suposto ataque com gás venenoso.
Os investigadores, que só foram enviados para determinar se
armas químicas foram usadas e não quem as usou, devem começar
suas investigações sobre o incidente em Douma no sábado, disse a
agência baseada na Holanda.
Questionada se os Estados Unidos estavam esperando pelo
relatório da Opaq antes de tomar uma decisão sobre a Síria, a
porta-voz do Departamento de Estado Heather Nauert disse: "nós
acreditamos que sabemos quem é responsável por isso. Nós sabemos
que uma arma química foi usada."
"A Opaq ainda formulará seus fatos, mas a Opaq não determina
a responsabilidade, eles apenas determinam a substância", disse
Nauert.
(Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS LM AC


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