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(Texto atualizado com mais informações)
BRASÍLIA, 8 Jan (Reuters) – A equipe econômica quer adiar a
discussão sobre mudanças na "regra de ouro" das contas públicas
para depois da votação da reforma da Previdência, que já exigirá
grande mobilização da base aliada, afirmou à Reuters nesta
segunda-feira uma fonte do governo com conhecimento direto do
assunto.
Segundo a fonte, o assunto será tratado em coletiva à
imprensa nesta tarde, às 15h, pelos ministros da Fazenda,
Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira.
Inscrita na Constituição, a regra proíbe que o governo faça
operações de crédito (empréstimos) para bancar despesas
correntes, como para o custeio da máquina pública.
De olho na impossibilidade de cumpri-la em 2019, o governo
trabalhava em conjunto com a Câmara dos Deputados numa saída
legal para flexibilizar a "regra de ouro" para próximo ano, com
o estabelecimento de algumas contrapartidas.
Fontes disseram à Reuters na semana passada que o deputado
Pedro Paulo (MDB-RJ) ficaria responsável por estruturar uma
Proposta de Emenda Constitucional (PEC) sobre o assunto.

Mas diante das dificuldades que se impõem para a aprovação
da impopular reforma da Previdência, principalmente num ano de
eleições, a equipe econômica buscará concentrar esforços na
alteração das regras para aposentadoria, evitando desgastes
políticos por outras medidas consideradas menos prioritárias no
momento.
A reforma da Previdência deve ser votada na Câmara dos
Deputados em meados de fevereiro.

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(Por Marcela Ayres; Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 5561-3426-7021; Reuters
Messaging: [email protected]))


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