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(Texto atualizado com mais detalhes)
Por Christine Kim e Josh Smith
SEUL, 16 Mai (Reuters) – A Coreia do Norte colocou em dúvida
nesta quarta-feira a cúpula entre o líder Kim Jong Un e o
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçando semanas
de progresso diplomático ao dizer que pode reconsiderar o
encontro se Washington insistir que Pyongyang desista
unilateralmente de suas armas nucleares.
A agência oficial de notícias norte-coreana KCNA informou
que Pyongyang cancelou conversações de alto nível com Seul que
deveriam ocorrer nesta quarta-feira, no primeiro sinal de
problemas no relacionamento entre os vizinhos após meses de
aproximação.
Mais tarde, o vice-ministro das Relações Exteriores
norte-coreano, Kim Kye Gwan, disse, segundo a KCNA, que o
destino da cúpula EUA-Coreia do Norte, bem como das relações
bilaterais, "ficaria claro" se os Estados Unidos falassem de uma
desnuclearização ao "estilo da Líbia" para a Coreia do Norte.
"Se os EUA estão tentando nos colocar contra uma parede para
forçar nosso abandono nuclear unilateral, não estaremos
interessados ??em tal diálogo e não podemos deixar de
reconsiderar nosso procedimento para a cúpula RPDC-EUA", disse
Kim Kye Gwan, referindo-se à Coreia do Norte por seu nome
oficial, a República Popular Democrática da Coreia.
A cúpula entre Trump e Kim está marcada para o dia 12 de
junho, em Cingapura.
O vice-ministro criticou especificamente o assessor de
Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, que cobrou a Coreia do
Norte a desistir logo de seu arsenal nuclear por meio de um
acordo semelhante ao que levou a Líbia a abdicar de suas armas
de destruição em massa.
Pyongyang teve atritos com Bolton quando ele trabalhou para
o governo Bush, classificando-o como "escória humana".
"Já lançamos luz sobre a qualidade de Bolton no passado, e
não escondemos nosso sentimento de repugnância por ele", disse o
vice-ministro Kim.
A posição norte-coreana, assim como o cancelamento das
conversas com Seul em razão dos exercícios militares conjuntos
dos EUA e da Coreia do Sul, marca uma mudança de tom dramática
em relação aos últimos meses, quando os dois lados se envolveram
em esforços de negociação.
A Coreia do Norte havia anunciado que iria fechar
publicamente sua instalação de testes nucleares nesta semana. O
país sempre defendeu seus programas nuclear e de mísseis como
uma ferramenta de dissuasão necessária contra o que vê como uma
agressão dos EUA, que mantêm 28.500 soldados em solo
sul-coreano, um legado da Guerra da Coreia de 1950-53.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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