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(Texto atualizado com mais informações)
SÃO PAULO, 13 Jun (Reuters) – O ministro da Fazenda, Eduardo
Guardia, afirmou nesta quarta-feira que sua pasta e o Banco
Central continuarão atuando em conjunto, "sempre que
necessário", para reduzir a volatilidade nos mercados
financeiros.
"No nosso entendimento, os preços não estavam refletindo os
fundamentos da economia e, nesse momento, é fundamental a
atuação serena e conjunta do BC e do Ministério da Fazenda",
afirmou Guardia durante evento em São Paulo. "Fizemos isso na
semana passada e continuaremos a fazer sempre que julgarmos
necessário", acrescentou.
Com temores vindo da cena externa, sobretudo se os juros vão
subir mais do que o esperado nos Estados Unidos, e da cena
eleitoral no Brasil, o dólar disparou frente ao real nas
últimas semanas, chegando a ir acima de 3,90 reais, e as taxas
dos contratos futuros de juros saltaram.
Dessa forma, o BC entrou pesado no mercado cambial, por meio
de leilões de swaps cambiais (equivalentes à venda futura de
dólares) e operações compromissadas, enquanto que o Tesouro
cancelou parte de seus leilões tradicionais de títulos públicos
para realizar ofertas de compra e venda de NTN-F, um papel
pré-fixado.
Guardia repetiu ainda que o país possui grande colchão de
liquidez e, assim, está mais preparado para enfrentar essas
turbulências.
"Os fundamentos da economia são completamente diferentes,
(em comparação com 2002)… O que significa que o BC tem
instrumentos para atuar no mercado de câmbio e o Ministério da
Fazenda e o Tesouro, para atuar no mercado de juros", afirmou o
ministro.
Segundo ele, o déficit em transações correntes do país é
pequeno e amplamente financiado pelo investimento direto
estrangeiro. Além disso, lembrou que o Brasil é credor líquido
em dólares.

(Reportagem de Taís Haupt; Texto de Patrícia Duarte; Edição de
Camila Moreira)
(([email protected]; +55 11 5644-7732; Reuters
Messaging: [email protected]))

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