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VARSÓVIA, 9 Jan (Reuters) – Os conservadores governistas da
Polônia demitiram diversos ministros seniores do governo nesta
terça-feira, em uma ação aparente para melhorar relações tensas
com a União Europeia sobre acusações de que Varsóvia está
subvertendo padrões do Estado de Direito.
Enfrentando ação legal sem precedentes da UE por suposta
politização do Judiciário polonês, o partido Lei e Justiça (PiS)
pode tentar aliviar tensões em outras áreas, como políticas
ambientais e de Defesa, dizem analistas.
As mudanças também acontecem com a UE prestes a iniciar
negociações sobre um novo orçamento de sete anos que irá decidir
quais Estados membros recebem o que dos cofres do bloco –com a
Polônia atualmente sendo o maior recebedor líquido.
O presidente Andrzej Duda, agindo sob recomendações do
primeiro-ministro Mateusz Morawiecki, demitiu o ministro do Meio
Ambiente, Jan Szyszko, que liderou ampla exploração de madeira
em uma antiga floresta na Polônia, gerando ação do Tribunal
Europeu de Justiça.
Também perderam seus cargos o ministro da Defesa, Antoni
Macierewicz, um ex-ativista anticomunismo que enfrenta críticas
por atrasos na modernização do Exército e conflitos com generais
seniores, e o ministro das Relações Exteriores, Witold
Waszczykowski, visto em Bruxelas como um diplomata ineficiente.
A reestruturação seguiu a nomeação no mês passado do
ex-banqueiro e ministro das Finanças Morawiecki como
primeiro-ministro, substituindo Beata Szydlo, no meio do mandato
parlamentar. O PiS enfrenta eleições locais no final de 2018 e
eleições legislativas e presidencial em 2019 e 2020.


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