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BERLIM, 21 Nov (Reuters) – Peter Altmaier, braço direito da
chanceler da Alemanha, Angela Merkel, fez um apelo nesta
terça-feira a partidos políticos alemães para que decidam nas
próximas três semanas se conseguem formar um governo estável e
tirar o país de um impasse político.
O fracasso das conversas entre o bloco conservador de
Merkel, o pró-empresariado Partido Democratas Livres (FDP) e os
ambientalistas Verdes mergulhou a Alemanha na incerteza política
e criou a perspectiva de novas eleições.
Altmaier também pôs em dúvida se Merkel, a líder mais
poderosa da Europa depois de 12 anos no cargo, completará seu
quarto mandato, conquistado quando seus conservadores obtiveram
a maioria das cadeiras em uma votação em 24 de setembro.
"Precisamos estar em uma situação nas próximas três semanas
na qual exista clareza sobre a possibilidade de haver ou não um
governo estável com base neste resultado eleitoral", disse
Altmaier, chefe de gabinete da chanceler e ministro das Finanças
interino, à rede de televisão ZDF.
Ele disse estar claro que os conservadores têm autoridade
para governar e que os partidos deveriam apoiar o clamor do
presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, para que sejam
responsáveis e se unam para formar um governo.
Steinmeier está se reunindo com líderes dos principais
partidos nesta semana, incluindo os dos Verdes e do FDP ainda
nesta terça-feira.
"Mantemos nossa responsabilidade de fazer com que o país
tenha um governo estável e confiável", afirmou Altmaier. "Assim
como o 'Feito na Alemanha', somos conhecidos por ter um governo
estável e confiável".
Ele fez um apelo velado para que a União Social-Democrata
(SPD) reconsidere sua recusa de formar um governo com Merkel
devido ao fato de os eleitores os terem punido por compartilhar
o poder com a chanceler durante quatro anos.
"Precisamos dar ao SPD uma chance de pensar (sobre a
responsabilidade que tem)", disse Altmaier.
Merkel disse que preferiria novas eleições a comandar um
governo instável de minoria. Até que um novo governo seja
formado, ela continua atuando como chanceler interina e seus
ministros, inclusive os do SPD, permanecem em seus postos.
Andrea Nahles, líder do SPD no Parlamento, reiterou que não
quer sustentar Merkel com outra "grande coalizão".
"Não somos um tapa-buraco de emergência para Merkel",
afirmou, mas acrescentando que o SPD usará as conversas com
Steinmeier para tentar encontrar soluções.
(Por Madeline Chambers)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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