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Por Ricardo Brito
BRASÍLIA, 9 Out (Reuters) – A procuradora-geral da
República, Raquel Dodge, enviou ao Supremo Tribunal Federal
(STF) manifestações favoráveis a se manter a prisão preventiva
decretada contra o empresário Joesley Batista e o executivo
Ricardo Saud, ambos da J&F.
Os dois haviam sido detidos por ordem do ministro Edson
Fachin, do STF, após o então chefe do Ministério Público Federal
(MPF), Rodrigo Janot, ter pedido à corte a rescisão dos
benefícios deles no acordo de delação premiada. Eles estão com
esses benefícios temporariamente suspensos até uma decisão final
do Supremo.
Para Dodge, é necessário mantê-los presos preventivamente
diante da gravidade dos fatos apurados e impedir que eles possam
cometer crimes. Ela destacou ainda que Joesley e Saud têm
condições de fugir do país por terem bens, contas bancárias e
residência no exterior.
A procuradora-geral disse que, pelos dados apurados até o
momento, é possível concluir que houve omissão deliberada de
informações na delação dos dois integrantes do grupo. Um dos
fatos mencionados por ela refere-se à omissão da atuação do
então procurador da República Marcelo Miller em favor da
colaboração do grupo – posteriormente ele foi contratado por um
escritório para advogar no acordo de leniência da J&F.
"Necessária, portanto, a prisão preventiva também para
proteção da ordem pública, em vista da gravidade em concreto dos
crimes em apuração, da personalidade do agente e da necessidade
de prevenir a reiteração delitiva, já que o esquema criminoso é
sistêmico", afirma Dodge, em uma das manifestações encaminhada
ao STF na sexta-feira.
(Edição de Tatiana Ramil)
(([email protected]; 5511 56447765; Reuters
Messaging: [email protected]))


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