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CARACAS/LIMA, 12 Ago (Reuters) – Depois de atacar durante
meses o impopular presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a
América Latina se posicionou fortemente contra ameaças
norte-americanas de ação militar contra o país em dificuldades.
Os comentários surpreendentes do presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, feitos na sexta-feira, podem dar ao líder
de esquerda impulso regional.
Após o comentário de Trump de que a intervenção militar na
Venezuela era uma opção, os críticos de Maduro estão presos
entre apoiar a ideia de invasão estrangeira da Venezuela ou
apoiar um presidente que chamam de ditador.
A escalada surpreendente da resposta de Washington à crise
da Venezuela ocorreu quando o vice-presidente dos Estados
Unidos, Mike Pence, está prestes a realizar uma viagem regional
no domingo que o levará para a Colômbia, Argentina, Chile e
Panamá.
O poderoso ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino,
criticou na sexta-feira as ameaças dos EUA, considerando-as
"loucura", e o ministro das Relações Exteriores, Jorge Arreaza,
afirmou neste sábado que a Venezuela rejeitou ameaças "hostis",
pedindo à América Latina que se unisse contra Washington.
Foi o Peru, um dos críticos mais ferozes de Maduro, que
liderou a acusação contra Trump, dizendo que sua ameaça era
contra os princípios das Nações Unidas. México e Colômbia se
juntaram com declarações próprias.
O Mercosul –formando por Brasil, Argentina, Uruguai e
Paraguai– acrescentou que rejeita o uso da força contra a
Venezuela, apesar de ter suspendido indefinidamente o país do
bloco na semana passada.
A Venezuela está passando por uma grande crise econômica e
social, com milhões de pessoas sofrendo com a escassez de
alimentos e medicamentos, aumento da inflação e meses de
inquietação antigoverno que deixou mais de 120 mortos.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 5644-7732))
REUTERS PD


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