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BRASÍLIA, 6 Jun (Reuters) – O pré-candidato à Presidência da
República pelo Podemos, Alvaro Dias, reconheceu nesta
quarta-feira que é “inevitável” a privatização de empresas, mas
defendeu que a Petrobras siga como uma empresa
estatal, posicionando-se favorável apenas à privatização de
subsidiárias.
Em sabatina com presidenciáveis organizada pelo jornal
Correio Braziliense e pelo Sindicato Nacional dos Auditores
Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), Dias sugeriu ainda que
a política de preços da estatal seja definida pelo custo de
produção no país.
“Não cogitamos privatizar a Petrobras. Esta é uma grande
empresa, invejável, de reputação internacional”, disse o
pré-candidato, que também se posicionou contra a privatização do
Banco do Brasil , da Caixa Econômica Federal CEF.UL
e do BNDES, para evitar que o país fique “refém” do sistema
financeiro internacional.
“O que admitimos é a privatização no entorno, é a
competição, a livre iniciativa no entorno. As subsidiárias”,
explicou, citando as empresas envolvidas na exploração e
distribuição.
“Agora, o controle da empresa tem que ser estatal, mas não
pode ser esse controle atual com essa política de preços. Essa
política de preços seria admissível em empresa privada, o lucro
a qualquer preço. Empresa estatal tem que exercitar na sua
plenitude a sua função social”, defendeu.
Sobre a política de preços da Petrobras, Dias defendeu que
seja definida a partir dos custos da produção domésticos,
baseado em relatos de petroleiros que afirmam que não há
necessidade de refino no exterior.
“A referência para fixação dos preços deveria ser exatamente
o custo da exploração do petróleo e o refino do petróleo no
nosso país”, explicou, defendendo que haja a compatibilização
entre os interesses da Petrobras e do público.
No campo da política, Dias aproveitou para classificar a
gestão do presidente Michel Temer como um “desastre”, não por
falta de competência, mas por falta de “credibilidade”, por
estar envolvido em “escândalos de corrupção”.
“Eu não saberia dizer quem ganha mais, quem perde mais com o
desastre da gestão Temer”, disse o pré-candidato, ao ser
questionado se sentia-se beneficiado pelo fato de não ser
vinculado ao governo.
“Quem traz o carimbo desta gestão está condenado”, afirmou.
O pré-candidato do Podemos também defendeu a simplificação
tributária caminhando para a unificação, e a progressividade do
sistema tributando “menos no consumo e mais na receita”, de
forma a tornar a cobrança mais justa.
Criticou ainda a política internacional adotada pelos
governos do PT, marcada, na sua opinião, por um viés
“equivocado” , pelo “retrocesso”, pelo “populismo”, e pelo
“atraso”.
“É preciso mudar o foco”, defendeu.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello e Ricardo Brito
Edição de Eduardo Simões)
(([email protected]; 55 11 5644 7759; Reuters
Messaging: [email protected]))

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