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Por Elizabeth Piper e Laila Bassam
LONDRES/DAMASCO, 15 Abr (Reuters) – As potências ocidentais
não têm planos para novos ataques com mísseis na síria, mas
avaliarão suas opções se Damasco usar armas químicas novamente,
disse o ministro das Relações Exteriores britânico neste
domingo, com o debate sobre a legalidade e a efetividade dos
ataques se inflamando.
Mísseis dos Estados Unidos, França e Inglaterra atingiram o
coração do programa de armas químicas da Síria no sábado, em
retaliação a uma suspeita de ataque com uso de gás venenoso uma
semana atrás, e os três países insistiram que não visam derrubar
o presidente Bashar al-Assad ou intervir na guerra civil, que já
dura sete anos.
Os bombardeios, considerados um sucesso pelo presidente
Donald Trump, mas denunciado por Damasco e seus aliados como um
ato de agressão, marcaram a maior intervenção dos países
ocidentais contra Assad e sua aliada, a Rússia, cujo ministro
das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, chamou de "inaceitável e
ilegal".
Em Damasco, o vice-ministro das Relações Exteriores da
Síria, Faisal Mekdad, se reuniu com inspetores do órgão
regulador global de armas químicas, o OPCW por cerca de três
horas, na presença de autoridades russas e uma autoridade de
segurança da Síria.
Os inspetores iriam tentar visitar o local do suspeito
ataque com gás. Moscou condenou os Estados do Ocidente por se
recusarem a esperar suas descobertas antes de atacar.
Enquanto deixava o hotel onde aconteceu a reunião, Mekdad
não quis falar com os repórteres que o aguardavam do lado de
fora.
O Secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, Boris
Johnson, defendeu a decisão da primeira-ministra Theresa May de
participar do ataque, dizendo que o objetivo era impedir o uso
de armas químicas no futuro.
"Isto não é sobre uma mudança de regime… Isso não é sobre
tentar mudar a maré no conflito na Síria", disse ele à BBC.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS NS JRG


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