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Por Michael Nienaber
BERLIM, 30 Nov (Reuters) – Membros de alto escalão da
aliança conservadora da chanceler da Alemanha, Angela Merkel,
pediram ao Partido Social-Democrata (SPD) nesta quinta-feira a
não estabelecer linhas vermelhas em suas posturas políticas que
poderiam complicar as conversas exploratórias para a criação de
um governo estável.
Merkel está tendo dificuldade para encontrar um parceiro de
coalizão porque seu bloco de centro-direita perdeu apoio para a
extrema-direita na eleição de 24 de setembro e suas tentativas
de formar uma aliança tripartite com o pró-mercado Partido
Democratas Livres (FDP) e os Verdes fracassaram.
O SPD, que governava com Merkel em uma coalizão desde 2013 e
sofreu sua pior derrota eleitoral desde o pós-guerra, vinha se
opondo fortemente a outra "grande coalizão".
Mas devido à pressão do presidente alemão, Frank-Walter
Steinmeier, o líder do SPD, Martin Schulz, mudou de postura e
sinalizou a disposição de debater uma saída para o impasse
político na maior economia da Europa.
Steinmeier, ex-parlamentar do SPD e ex-ministro das Relações
Exteriores, presidirá uma reunião conjunta entre Merkel, seu
aliado conservador bávaro Horst Seehofer e Schulz nesta
quinta-feira, parte de seus esforços para facilitar a formação
de um governo estável.
Mas o clima azedou antes das conversas devido a uma disputa
acirrada entre colegas de gabinete a respeito de uma licença da
União Europeia para um herbicida.
O ministro da Agricultura conservador Christian Schmidt
irritou o SPD na segunda-feira ao romper com o protocolo e
apoiar uma proposta da UE para prorrogar o uso de glifosato no
bloco por mais cinco anos, uma medida rejeitada pelos
sociais-democratas. Em reação, alguns de seus membros pediram
uma indenização e estabeleceram várias condições para a
formulação de políticas.
"Recomendo que todos nós não compliquemos os esforços para
encontrar uma forma estável de cooperação estabelecendo linhas
vermelhas publicamente", disse o ministro da Saúde, Hermann
Groehe, membro de primeiro escalão da União Democrata-Cristã
(CDU), de Merkel, ao diário Rheinische Post.
Annegret Kramp-Karrenbauer, outra integrante graduada do
CDU, disse que os dois partidos deveriam superar suas diferenças
e concentrar todos seus esforços na formação de uma coalizão
sólida.
"Os eleitores esperam que essa disputa (envolvendo o
herbicida) seja encerrada", disse ela à rádio Deutschlandfunk.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759))
REUTERS ES


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