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Por Robin Emmott
BRUXELAS, 22 Jan (Reuters) – A União Europeia assegurou ao
presidente Mahmoud Abbas que apoia seu plano de ter Jerusalém
Oriental como capital de um Estado palestino, na mais recente
rejeição do bloco à decisão do presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.
Em um encontro em Bruxelas com ministros das Relações
Exteriores da União Europeia, Abbas repetiu seu pedido para ter
Jerusalém Oriental como capital e pediu para governos da UE
reconhecerem um Estado palestino imediatamente, argumentando que
isto não irá interromper negociações com Israel sobre um acordo
de paz para a região.
Embora Abbas não tenha feito referência à ação de Trump
sobre Jerusalém ou à visita do vice-presidente dos EUA, Mike
Pence, à cidade nesta segunda-feira, sua presença na sede da UE
em Bruxelas foi tomada por autoridades europeias como uma chance
de reafirmar oposição à decisão de Trump de 6 de dezembro de
transferir a embaixada norte-americana para Jerusalém.
A chefe de política externa da UE, Federica Mogherini, no
que aparentou ter sido uma referência velada ao reconhecimento
de Trump de Jerusalém como capital de Israel, pediu para os
envolvidos no processo falarem e agirem "sabiamente", com um
senso de responsabilidade.
"Eu quero reassegurar ao presidente Abbas o firme
comprometimento da União Europeia à solução de dois Estados com
Jerusalém como capital compartilhada dos dois Estados", disse
Mogherini.
Antes da chegada de Abbas, Mogherini foi mais direta,
dizendo: "Claramente há um problema com Jerusalém. Este é um
eufemismo muito diplomático", em referência à posição de Trump.
Embora nove governos da União Europeia, incluindo Suécia e
Polônia, já reconheçam a Palestina, o bloco de 28 nações diz que
tal reconhecimento deve ser feito como parte de um acordo de
paz.
(Reportagem adicional de Alastair Macdonald, em Bruxelas, e
Marja Novak, em Ljubljana)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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