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Por Rodrigo Viga Gaier
RIO DE JANEIRO, 22 Nov (Reuters) – Treze pessoas foram
presas nesta quarta-feira no Rio de Janeiro e em outros dois
Estados acusadas de integrar uma quadrilha suspeita de furtar
petróleo de dutos da Petrobras , informou a polícia
fluminense.
A operação Conexão Clandestina, que reuniu representantes da
polícia e do Ministério Público, foi realizada no Rio de Janeiro
e contou com a participação de agentes dos Estados de São Paulo
e Goiás.
A polícia e o MP descartaram uma ligação direta entre o
bando preso nesta quarta-feira e uma outra quadrilha descoberta
este ano, que também fazia ligações clandestinas em dutos da
estatal, visando furtar petróleo.
"Nossa investigação começou em abril, mas certamente eles já
atuavam há mais tempo. Nosso ponto de partida foi uma bica
(instalação clandestina para furto) em Magé", disse à Reuters o
promotor Rogério Sá.
O produto furtado é, em geral, refinado em unidades
clandestinas.
"O furtos acontecem sempre em dutos que levam à Reduc e ou
saem da Reduc (Refinaria Duque de Caxias-RJ). Essa atividade
criminosa cresceu muito dada a lucratividade do negócio",
adicionou ele.
Na operação desta quarta-feira, foram recuperados cerca de 1
milhão de litros de petróleo furtado, e suspeita-se que a
quadrilha pode ter feito cerca de 200 ligações clandestinas em
dutos da empresa ao longo dos últimos meses.
O furto de óleo em dutos da Petrobras pode ter chegado a 30
milhões de litros este ano, de acordo com as investigações.
A maioria dos furtos acontece em terrenos por onde passam
dutos da Petrobras na Baixada Fluminense, onde está a Reduc.
Um dos envolvidos na quadrilha é um polícial militar do
Estado do Rio de Janeiro. Ele foi preso na operação.
Um receptador da carga também foi preso na operação no
Estado de Goiás.
Além do prejuízo da Petrobras, há um alto risco de dano
ambiental e explosão, disse o promotor.
Os integrantes da quadrilha foram indiciados por crimes como
organização criminosa, furto qualificado, receptação e falsidade
ideológica.
O promotor disse que as autoridades vão continuar o trabalho
para desbaratar outras quadrilhas que realizam este tipo de
crime.

(Edição de Roberto Samora)
(([email protected] 5511 5644 7751 Reuters
Messaging: [email protected]))

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