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Por Jeffrey Heller
JERUSALÉM, 14 Fev (Reuters) – A polícia de Israel recomendou
na terça-feira processar o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu
por suborno, abrindo caminho para o que pode ser o maior desafio
até hoje à sobrevivência política do líder de direita.
Falando em frente a um fundo de bandeiras israelenses,
durante discurso televisionado, Netanyahu chamou as alegações de
infundadas e se comprometeu a concluir seu quarto mandato no
poder.
O procurador-geral de Israel vai decidir se apresenta ou não
as acusações, em um processo que pode durar semanas, se não
meses.
As recomendações, que a polícia divulgou na noite de
terça-feira, são algumas das mais sérias em uma gama de
acusações que se esperava sejam feitas contra Netanyahu em duas
investigações criminais em andamento há mais de um ano.
Um dos casos, conhecido como Caso 1000, alega a prática de
"crimes de suborno, fraude e quebra de confiança pelo
primeiro-ministro, sr. Benjamin Netanyahu".
Em comunicado detalhado, a polícia nomeou Arnon Milchan, um
produtor de Hollywood e cidadão de Israel, e o empresário
australiano James Packer, dizendo que por quase uma década, de
2007 a 2016, os dois deram presentes como garrafas de champagne,
charutos e joias a Netanyahu e sua família.
No total, o valor dos presentes equivale a mais de um milhão
de shekels (280 mil dólares), segundo o comunicado. Qualquer
processo judicial provavelmente se concentrará em saber se
favores políticos foram demandados ou concedidos.
Advogados de Netanyahu disseram que os presentes eram apenas
gestos de amizade.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 22237141))
REUTERS MCP RBS


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