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Por Ed Cropley e Olivia Kumwenda-Mtambo
JOHANESBURGO, 14 Fev (Reuters) – Policiais sul-africanos
fortemente armados realizaram uma operação na casa de luxo da
família Gupta nesta quarta-feira, como parte de uma investigação
sobre alegações de que os três irmãos tinham ligações corruptas
com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, que recebeu a
ordem do partido governista ANC para renunciar ao cargo.
A operação marca uma escalada dramática na pressão exercida
sobre Zuma e seu grupo político acusado de utilizar recursos
estatais para fins particulares. Entretanto, continua incerto se
o presidente de 75 anos irá renunciar.
A operação da manhã desta quarta-feira, que a unidade de
elite da polícia sul-africana disse ter resultado em três
prisões, acontece em meio a relatos de que Zuma estaria se
preparando para anunciar à população que está renunciando após
nove anos no poder, marcados por escândalos e estagnação
econômica.
A emissora estatal da África do Sul, SABC, disse que um
membro da família Gupta está entre os detidos. Uma fonte
judicial afirmou que a polícia espera prender até sete pessoas
mais e que membros da família Gupta estariam entre elas.
Logo após o amanhecer desta quarta-feira, uma dezena de
policiais bloqueou uma rua que leva à mansão dos Gupta no
luxuoso bairro de Saxonwold, em Johanesburgo. Um policial
bloqueou o acesso da Reuters dizendo: "Essa é uma cena de
crime".
Minutos depois, uma van da polícia não identificada deixou o
complexo enquanto moradores aplaudiam policiais e gritavam
insultos contra os guardas de segurança dos Guptas, que foram
acusados pelo principal órgão de combate à corrupção da África
do Sul de tráfico de influência e de interferir na indicação de
ministros do governo.
(Reportagem de Elizabeth Piper e Andrew MacAskill)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 22237141))
REUTERS MCP CMO


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