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SÃO PAULO, 6 Mai (Reuters) – O policial militar Abel de
Queiroz disse ter ido ao menos duas vezes ao escritório do
advogado José Yunes, amigo próximo do presidente Michel Temer,
para fazer entregas de dinheiro entre 2013 e 2015, informou o
jornal Folha de S.Paulo, neste domingo.
A informação consta de depoimento mantido em sigilo,
prestado à Polícia Federal em 28 de março, segundo o jornal.
O motorista trabalhava como motorista da Transnacional,
firma de transporte de valores contratada por empresas alvos da
operação Lava Jato, entre elas a Odebrecht.
Queiroz falou como testemunha no inquérito que apura
pagamentos, pela empreiteira, de 10 milhões de reais a campanhas
do MDB, supostamente acertados com Temer no Palácio do Jaburu,
em 2014, informou o jornal.
Os investigadores estiveram no escritório de Yunes com
Queiroz, que disse ter estado lá em pelo menos duas
oportunidades.

OUTRO LADO
O advogado de Yunes, José Luís de Oliveira Lima, afirmou em
nota ao jornal que seu cliente, "com mais de 50 anos de
advocacia, jamais se prestou a desempenhar o papel de
intermediário".
O advogado de Temer, Brian Alves Prado, afirmou que a defesa
do presidente não teve acesso ao depoimento e que, por isso, não
poderá se pronunciar sobre o assunto.
Em fevereiro do ano passado, Temer afirmou em nota que pediu
"auxílio formal e oficial" à Odebrecht na campanha de 2014, mas
ressaltou que não autorizou ou solicitou que "nada fosse feito
sem amparo nas regras da Lei Eleitoral".
O jornal disse que não localizou representantes da
Transnacional.
((Redação São Paulo 55 11 56447751))
REUTERS RS

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