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6 Jun (Reuters) – O Palácio do Planalto classificou nesta
quarta-feira de "ficção policial" a investigação da Polícia
Federal sobre suposto pagamento de benefícios ao presidente
Michel Temer em contrapartida pela edição de um decreto do ano
passado que mudou regras portuárias.
"A investigação da Polícia Federal sobre o suposto benefício
do presidente Michel Temer ao grupo empresarial Rodrimar entrou
no terreno da ficção policial. Isso porque, na verdade, o
decreto dos portos não trouxe nada em favor da empresa", disse a
Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência em nota
oficial.
Temer é investigado no âmbito do chamado inquérito dos
portos, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), por
suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro na edição de
decreto para prorrogar os contratos de concessão e arrendamento
portuários, que teria beneficiado a empresa Rodrimar, segundo as
investigações.
Dentro dessa investigação, a PF pediu acesso aos autos de um
antigo inquérito que apurou supostas irregularidades cometidas
no Porto de Santos que tinha Temer como alvo, e que está
arquivado. Segundo reportagem do portal de notícias G1 desta
quarta, a PF informou ao STF que vê indícios de pagamento ilegal
de 340 mil reais mensais a Temer no fim da década de 1990 por
parte de empresas da área portuária, com bases em informações
presentes nesse inquérito arquivado.
De acordo com o Planalto, a PF tenta reabrir investigação já
arquivada duas vezes pela Justiça por falta de provas, mesmo
"sem fatos novos ou provas" apresentadas. "Usa agora planilha
encontrada nesses arquivos. E com base neste documento produz um
fantasioso cenário de reconstrução arqueológica, mas está
alimentando apenas uma imensa farsa", disse o Planalto.
((Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF ES


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