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O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,78% em fevereiro comparativamente a janeiro, segundo a série com ajuste sazonal. Esta taxa mensal é a segunda variação positiva consecutiva desta série. Na mesma comparação, com periodicidade trimestral, o trimestre findo em fevereiro apresentou crescimento de 0,15% quando comparado ao trimestre findo em novembro de 2016. A variação do trimestre findo em agosto de 2015 foi a pior apresentada na série recente (segunda maior variação negativa de toda a série histórica trimestral iniciada em agosto de 2000) e tem mostrado recuperação desde então.

“Na comparação com o trimestre terminado em novembro de 2016, o PIB do trimestre findo em fevereiro cresceu e é a primeira taxa positiva após oito trimestres negativos consecutivos”, afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV apresentado nesta quinta-feira.

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A taxa trimestral móvel do PIB no trimestre findo em fevereiro, comparada com o mesmo período do ano anterior, apresentou queda de 0,9%. Nesta comparação, o PIB tem apresentado recuperação desde janeiro de 2016 quando esta taxa apresentou um recuo de 6%. No setor industrial, a única variação negativa apresentada, nesta comparação é a da atividade de construção (-7,0%), enquanto que no setor de serviços, apenas serviços imobiliários (+0,1%) e administração pública (+0,1%) apresentaram variações positivas.

O consumo das famílias recuou 2,0% no trimestre findo em fevereiro na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Por categoria de uso, o componente de serviços, é o que mais tem contribuído para a taxa negativa do consumo das famílias (em média -1,4 p.p. desde janeiro de 2016). Os demais componentes do consumo das famílias apresentaram progressiva diminuição de sua contribuição negativa, principalmente a partir do final de 2016.

A formação bruta de capital fixo (FBCF) teve contração de 3,1% no trimestre findo em fevereiro em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior. Apesar da evidente melhora apresentada na variação da série, devido ao bom desempenho apresentado pelo componente de ‘máquinas e equipamentos’, o componente de construção tem intensificado sua contribuição negativa para a taxa trimestral interanual da FBCF (-5,1 p.p. para o trimestre findo em fevereiro).

Depois de discreta variação positiva na taxa trimestral interanual móvel apresentada em janeiro (+0,5%), a exportação voltou a apresentar recuo nesta comparação com queda de 3,0% no trimestre findo em fevereiro, em comparação ao mesmo trimestre em 2016. Os destaques dessa mudança de sinal são os bens intermediários e bens de capital que ampliaram a contribuição negativa em 2,6 p.p. e 1,4 p.p., respectivamente, na taxa trimestral interanual da exportação de janeiro para fevereiro.

A importação cresceu 12,2% no trimestre findo em fevereiro, na comparação com igual período do ano anterior. Esta variação apresenta tendência consistente de crescimento. Apesar dessa tendência positiva, o componente de ‘bens de capital’, mesmo com melhora na variação, ainda se encontra em patamar negativo com queda de 9,6% registrada no trimestre móvel findo em fevereiro. Em termos monetários, o PIB do mês de fevereiro em valores correntes alcançou a cifra aproximada de R$530 bilhões, R$460 milhões, acumulando no ano aproximadamente R$1 trilhão e R$53 bilhões.

 


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