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BRASÍLIA, 3 Mai (Reuters) – A procuradora-geral da
República, Raquel Dodge, pediu ao ministro Edson Fachin, relator
da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o
arquivamento de um inquérito que investiga o senador e
ex-presidente do PMDB Valdir Raupp (RO) por suspeita de
recebimento de propina a fim de intermediar para uma construtora
na Petrobras .
O caso foi aberto no STF em outubro de 2016 a partir das
delações premiadas do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa,
o doleiro Alberto Yousseff e o operador do PMDB Fernando Soares,
conhecido popularmente como Fernando Baiano.
Em manifestação ao Supremo, Dodge citou relatório conclusivo
da Polícia Federal em que não conseguiu se comprovar a
ocorrência de reunião de dados que apontassem pagamentos em
favor de Raupp, como dito por Fernando Baiano. Foi observado
também que a empresa, a Construtora Brasília Guaíba Ltda, também
não foi contratada pela Petrobras.
"Não restou, portanto, comprovado qualquer registro de
pagamento de vantagem indevida a Valdir Raupp, seja via doação
eleitoral dissimulada, seja via pagamento em dinheiro, formas de
pagamento que se mostraram mais comuns no âmbito da operação
Lava Jato", disse a chefe do Ministério Público Federal.
A procuradora-geral destacou que não se vislumbram a
possibilidade de realizar novas diligências, além das já
adotadas, "potencialmente úteis a confirmar as afirmativas do
colaborador".
"Nesse contexto, não se verificam elementos suficientes que
possam fundamentar a continuidade do inquérito e, por mais forte
razão, a propositura de uma ação penal", defendeu Dodge.
Caberá a Fachin aceitar o pedido da procuradora-geral
–geralmente é esse o caminho a partir de manifestação da PGR.
Raupp é réu no STF em ação da Lava Jato e ainda é alvo de
outras investigações criminais.

(Reportagem de Ricardo Brito
Edição de Alexandre Caverni)
(([email protected]; 5511 56447702; Reuters
Messenger: [email protected]))

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