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RIO DE JANEIRO, 22 Nov (Reuters) – Os ex-governadores do Rio
de Janeiro Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho, ambos do PR,
foram presos nesta quarta-feira pela Polícia Federal como parte
de uma investigação sobre crimes de corrupção, organização
criminosa e falsidade na prestação de contas eleitorais.
Garotinho foi detido em sua casa na zona sul da capital
fluminense, enquanto a mulher foi presa em um endereço do casal
no município de Campos, no norte do Estado, um reduto eleitoral
da família Garotinho.
De acordo com a Polícia Federal, investigações conduzidas
pela PF e o Ministério Público Estadual apontaram que o
ex-governador cobrava propina em licitações da prefeitura de
Campos e obteve financiamento ilegal para campanhas eleitorais.
Entre os contratos suspeitos há um acordo de 3 milhões de
reais firmado por uma "grande empresa do ramo de processamento
de carnes" com uma empresa sediada em Macaé (RJ) para prestação
de serviços na área de informática, que, na realidade, serviria
apenas para o repasse irregular de valores para utilização nas
campanhas, afirmou a PF em comunicado.
Uma fonte da Polícia Federal, que pediu para não ser
identificada, disse que a empresa de processamento de carnes é a
JBS . Procurada, a empresa não respondeu de imediato a
um pedido de comentário.
Essa é a terceira detenção de Garotinho desde o fim de 2016.
Além da investigação atual, o ex-governador é acusado de fraudar
um programa social em Campos em troca de votos. No caso de
Rosinha, a prisão é a primeira da ex-governadora.
Garotinho se declarou, por meio de nota, vítima de
perseguição, e afirmou que as prisões acontecem após denúncias
feitas por ele contra o ex-governador Sérgio Cabral, que está
preso há um ano.
Anthony Garotinho foi governador do RJ de 1999 a 2002,
enquanto Rosinha ocupou o cargo de 2003 a 2007.

(Por Rodrigo Viga Gaier; Edição de Pedro Fonseca)
(([email protected]; 55 21 2223-7128; Reuters
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