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RIO DE JANEIRO, 23 Nov (Reuters) – A Polícia Federal prendeu
na manhã desta quinta-feira o ex-chefe da Casa Civil do Rio de
Janeiro Regis Fichtner por suspeita de ter recebido ao menos 1,5
milhão de reais em propina dentro do esquema milionário de
corrupção liderado pelo ex-governador Sérgio Cabral na
administração do Estado.
O juiz federal Marcelo Bretas decretou a prisão de Fichtner
e de mais três pessoas, além de mandados de condução coercitiva
e busca e apreensão, como parte de um aprofundamento das
investigações sobre o esquema de corrupção envolvendo agentes
públicos estaduais e empresas de diversos setores.
Imagens aéreas da TV Globo mostraram agentes da PF dentro do
apartamento de Fichtner em um prédio de luxo na Barra da Tijuca,
na zona oeste da capital fluminense, onde o ex-secretário da
Casa Civil foi preso no início da manhã.
A Polícia Federal afirmou, em nota, que são investigados os
crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro
como parte da chamada Operação Cest fini — referência à
expressão na língua francesa que significa "é o fim".
De acordo com o Ministério Público Federal, Fichtner é
suspeito de ter atuado em favor de empresas em troca de propina
durante o período em que foi chefe da Casa Civil do governo de
Cabral, que está preso desde o fim do ano passado.
"Ao que tudo indica, Regis Fichtner era uma peça da
organização criminosa responsável por praticar atos que
beneficiassem as empresas de agentes envolvidos no esquema; e,
em contrapartida, recebia montantes vultosos de propina",
afirmou Bretas em seu despacho determinando a prisão preventiva
de Fichtner, que foi suplente de Cabral no Senado Federal antes
de ocupar a Casa Civil do governo fluminense de 2007 a 2014.
Ao justificar a prisão, o magistrado ressaltou ainda que,
segundo o MPF, Fichtner tem realizado alguns "movimentos
suspeitos" que demonstram tentativa de impedir as investigações,
como o encerramento de conta de email usada para troca de
mensagens com integrantes das organizações criminosas.
Não foi possível fazer contato de imediato com
representantes de Fichtner.

(Por Pedro Fonseca; Edição de Camila Moreira)
(([email protected]; 55 21 2223-7128; Reuters
Messaging:[email protected]))

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