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12 Jun (Reuters) – A Polícia Federal cumpre nesta
terça-feira três mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro
e em Brasília envolvendo uma parlamentar investigada por
suspeita de participação em esquema criminoso dentro do
Ministério do Trabalho para a concessão fraudulenta de registros
sindicais, na segunda fase de operação deflagrada inicialmente
no fim de maio, informou a PF.
A PF, como de costume, não identificou de imediato a
parlamentar alvo da ação, que foi autorizada pelo Supremo
Tribunal Federal (STF). De acordo com a Globonews, a deputada
investigada é Cristiane Brasil (PTB-RJ).
Na primeira fase, a chamada operação Registro Espúrio
cumpriu mandados contra outras três deputados: Paulo Pereira da
Silva, o Paulinho da Força (SD-SP), Jovair Arantes (PTB-GO) e
Wilson Filho (PTB-PB).
De acordo com a Polícia Federal, além dos mandados de busca
a serem cumpridos nesta terça, serão impostas medidas cautelares
a pedido da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR), como
a proibição de frequentar o Ministério do Trabalho e de manter
contato com os demais investigados ou servidores do ministério.
Segundo as investigações, uma organização composta por
políticos, partidos, centrais sindicais e servidores é suspeita
de atuar na concessão irregular de registros sindicais junto ao
Ministério do Trabalho através do pagamento de propina.
Apenas pela liberação irregular de um único registro
sindical houve pagamentos que envolviam valores que chegaram a 4
milhões de reais, de acordo com os investigadores.
Quando da primeira fase da operação, o presidente nacional
do PTB, o ex-deputado Roberto Jefferson, que é pai de Cristiane
Brasil, disse que a legenda "jamais participou de quaisquer
negociações espúrias no Ministério do Trabalho".
Cristiane Brasil chegou a ser indicada no início do ano pelo
presidente Michel Temer para ser ministra do Trabalho, mas não
tomou posse porque a Justiça barrou seu nome sob alegação de que
ela não tinha condições de assumir o cargo por ter sido
condenada em processo trabalhista.

(Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro
Edição de Camila Moreira)
(([email protected]; 55 21 2223-7128; Reuters
Messaging:[email protected]))

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