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BRASÍLIA, 14 Nov (Reuters) – O ministro do Supremo Tribunal
Federal (STF) Roberto Barroso autorizou a Polícia Federal a
analisar novos documentos antes de fazer questionamentos ao
presidente Michel Temer no inquérito em que ele é investigado
por suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro na
edição de um decreto deste ano que mudou regras do sistema
portuário.
Barroso já tinha permitido no mês passado que a PF fizesse
perguntas a Temer na apuração. A defesa do presidente havia
informado ao STF que o presidente iria responder por escrito em
depoimento requerido pela procuradora-geral da República, Raquel
Dodge.
A investigação sobre os portos é a única a que Temer
responde no exercício do cargo, após a rejeição pela Câmara dos
Deputados de duas denúncias contra o presidente apresentadas
pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot.
No final de junho, no mesmo dia em que ofereceu a primeira
denúncia contra Temer por corrupção passiva, Janot pediu a
abertura de um novo inquérito contra o presidente e seu
ex-assessor Rodrigo Rocha Loures para investigar a suspeita de
pagamento de propina a ambos para edição do decreto dos portos
que interessava à empresas Rodrimar.
No despacho mais recente, de segunda-feira, o ministro do
Supremo autorizou novas diligências requeridas pela PF, tais
como a obtenção de registro de doações eleitorais da empresa
Rodrimar para Temer e para o PMDB nas últimas eleições,
registros de entrada no Palácio do Planalto de executivos da
empresa e documentos que mostram o processo de aprovação do
decreto dentro do governo.
Temer e os demais envolvidos negam irregularidades na edição
do decreto.

(Reportagem de Ricardo Brito; Edição de Pedro Fonseca)
(([email protected]; 55 21 2223-7128; Reuters
Messaging:[email protected]))

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