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Petrobras pode ficar sem pagar dividendos por mais um ano

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Mais um pregão de perda de suporte para a Bovespa, na véspera do feriado da Proclamação da República. O índice tinha zona de suporte na faixa de 71800 pontos e perdeu de passagem ao longo do dia. Podemos colocar a culpa ainda no lado político tumultuado, agora com a preocupação de que a reforma da previdência chegue muito desidratada para votação, só restando o tempo de contribuição e idade mínima, o que seria absolutamente inócuo.

Essa história de que não será a reforma necessária, mas a possível serve como argumento, mas os agentes dos mercados ficaram temerosos. E olha que Temer poderia estar se empenhando mais, começando pela rápida reforma ministerial. Além disso, houve temor com eventual candidatura de Henrique Meirelles à presidência, ele que tem sido o fiador das reformas. De qualquer forma, isso parece que estará resolvido nos próximos dias.

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Hoje o dia foi de repercussão de resultados do terceiro trimestre e Petrobras foi bastante penalizada, até por conta da forte queda do preço do petróleo no mercado internacional. Apesar do resultado ter ficado aquém do esperado por analistas e com muitas alterações pontuais, foi colocado que a empresa pode não pagar dividendos por mais um ano.

Na economia, o IBGE anunciou vendas no varejo melhores, com expansão em setembro de 0,50% e no ano com +1,3%. No varejo ampliado alta em 2017 de 2,7%. O comparativo contra setembro de 2016 foi de 6,4% e no ampliado com +9,3%. Houve aumento de vendas em todas as comparações, mas ainda estamos 14,8% abaixo do pico registrado em agosto de 2012.

Bom mesmo só as declarações de Meirelles sobre a economia e abertura comercial com os EUA e Pacífico. Na sequência dos mercados, os DIs tiveram dia de alta para vencimentos mais líquidos longos e o dólar terminou o dia em alta de +0,37% e cotado a R$ R$ 3,31.

No segmento internacional, dia de agenda cheia. Além dos indicadores já mencionados no comentário de abertura, a produção industrial da zona do euro mostrou encolhimento de 0,6%, de previsão de queda ainda maior. Nos EUA, a inflação medida pelos preços no atacado (PPI) de outubro subiu 0,4% (previsão de +0,1%) com núcleo em +0,4% (previsão +0,2). O presidente do FED de St. Louis, Bullard, disse que não há necessidade de se elevar juros em dezembro.

Segundo o secretário do Tesouro, há expectativa de votação da reforma tributária pela Câmara em 16 de novembro. O presidente do BOE (BC Inglês) disse que o órgão está preparado para que o sistema financeiro resista a qualquer resultado do Brexit, mas que o período de transição razoável ajudaria bastante.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 2,13%, com o barril cotado a US$ 55,55. O euro era transacionado em alta para US$ 1,179 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,38%. O ouro e a prata operaram em queda na Comex em dia de estresse e commodities agrícolas majoritariamente em queda na bolsa de Chicago.

No mercado acionário, bolsa de Londres praticamente estável em -0,01%, Paris em queda de 0,49% e Frankfurt com -0,31%. Madri e Milão com quedas de respectivamente 0,44% e 0,63%. No mercado americano, faltando cerca de uma hora e meia para encerramento, o Dow Jones tinha queda de 0,19% e Nasdaq com -0,42%. Na B3, faltando meia hora, dia de queda de 1,86% e índice em 71123 pontos, com destaque negativo para Petrobras.

Na agenda de amanhã, feriado no Brasil, mas nos EUA muitos indicadores com capacidade de mexerem com os mercados. Sai a inflação medida pelo CPI (Consumidor) de outubro, as hipotecas MBA, o índice de atividade industrial de NY, as vendas no varejo de outubro, os estoques nas empresas de setembro e fluxo de capitais de setembro.

Boa noite e bom feriado.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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