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Petrobras anuncia recorde de produção em 2017 de 2,15 milhões de barris

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Podemos inferir que o dia foi de realizações de lucros em diferentes bolsas de valores espalhadas pelo mundo. Enfraquecimento no encerramento de bolsas europeias, mercado americano engolindo altas do início da sessão e B3 meio travada, mas conseguindo manter por bom tempo a passagem pelo patamar de 80.000 pontos.

Mas isso não chega a assustar pois parece comportamento normal depois de muitas altas seguidas. Porém, podemos entender que as realizações foram, bem absorvidas e a tendência de valorização deve prosseguir, se algo de mais grave não ocorrer. Por algo de mais grave para o momento, entendemos novas dificuldades de Angela Merkel conseguir formar coalizão para governar. Além de dificuldades e endurecimento da União Europeia nas negociações do Brexit.

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Temos ainda o estresse americano com a elevação do teto da dívida que expira em 19 de janeiro e que pode congelar a atividade do governo. Mas isso sempre foi resolvido no “apagar das luzes”. Há ainda o risco geopolítico com Irã, Arábia Saudita e Coreia do Norte; mas esses parecem ter arrefecido um pouco nos últimos dias.

Em dia de agenda escassa (boa parte dos indicadores já tinham saído bem cedo), nos EUA tivemos o índice de atividade industrial do FED de NY que mostrou queda para 17,7 pontos, quando o esperado era que ficasse em 18,5 pontos, vindo de anterior em 19,6 pontos. Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY em queda de 0,82% e com barril cotado a US$ 63,77. O euro era transacionado em queda para US$ 1,224 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,55%, em recuperação. O ouro e a prata em dia de altas na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto.

No cenário local, o IGP-10 de janeiro mostrou desaceleração da inflação para 0,79% (anterior em 0,90%) e ainda com deflação em 12 meses de 0,51%. A Petrobras anunciou recorde de produção em 2017 de 2,15 milhões de barris dia (+0,4%) e cumprindo a meta pelo terceiro ano seguido. As ações foram apreciadas, mesmo com a queda do petróleo no mercado internacional.

A CNI (Confederação da Indústria) divulgou que o faturamento real do setor caiu 0,6% em novembro, mas cresce 5,3% quando comparado com igual período de 2016. A utilização da capacidade instalada subiu para 78,3%, vindo de 77,7%. O emprego na indústria cresceu 0,3% e a massa salarial encolheu 0,8%.

Na sequência dos mercados, ainda no cenário local, os DIs terminaram o dia com alta de juros para os vencimentos mais líquidos e o dólar terminou em alta de 0,41% e cotado a R$ 3,23. Na B3, tivemos o décimo quinto pregão seguido de ingresso líquido de recursos de investidores estrangeiros na sessão de 12 de janeiro. Ingressaram R$ 257,8 milhões, deixando o saldo do mês de janeiro positivo em R$ 3,58 bilhões.

No mercado acionário, dia de queda de 0,17% na bolsa de Londres, Paris com +0,08% e Frankfurt com +0,35%. Madri com alta de 0,51% e Milão em queda de 0,21%. No mercado americano, faltando uma hora e meia para encerramento, o Dow Jones operava com -0,04% e Nasdaq com -0,47%. Na B3, meia hora antes de encerrar o índice, subia +0,25% em 79953 pontos.

Na agenda de amanhã, teremos o IPC da Fipe da segunda quadrissemana de janeiro e o fluxo cambial da semana anterior. Nos EUA, a produção industrial de dezembro, dados do Livro Bege, o fluxo de capitais de novembro e discursos de dirigentes regionais do FED Chicago (Evans) e Cleveland (Mester).

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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