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Por Bruno Federowski
BRASÍLIA, 17 Abr (Reuters) – A inflação provavelmente
acelerou em meados de abril pela primeira vez neste ano, mostrou
pesquisa Reuters nesta terça-feira, um alívio às dificuldades do
Banco Central para trazê-la de volta à meta.
Mas isso não deve impedir o BC de cortar os juros a nova
mínima histórica no mês que vem, com o centro das metas deste
ano e do próximo ainda distantes.
Os preços ao consumidor medidos pelo IPCA-15, prévia da
inflação oficial, provavelmente subiram 2,84 por cento nos 12
meses até meados de abril, de acordo com a mediana de 25
estimativas coletadas pela Reuters.
Seria a taxa mais rápida desde janeiro, reduzindo as
preocupações com a desaceleração vista no início do ano que
levou o BC a dar uma guinada "dovish" em sua comunicação.
"Esperamos uma inflação mais normal a partir de abril, mas
em ritmo insuficiente para cumprir as metas do BC," escreveram
economistas do UBS em relatório.
Um período mais longo que o esperado de deflação de
alimentos limitou a alta de preços no primeiro trimestre, mas os
preços de alimentos devem voltar a subir consistentemente nos
próximos meses, disseram economistas.
Ainda assim, o desemprego elevado e a recuperação econômica
instável devem fazer com que a inflação acelere vagarosamente.
O IPCA-15 provavelmente subiu 0,25 por cento em relação ao
mês anterior, de acordo com a mediana de 26 estimativas.

Segundo a pesquisa Focus do BC, a inflação deve terminar
2018 a 3,48 por cento e 2019 a 4,07 por cento, abaixo do centro
das metas de 4,5 por cento e 4,25 por cento, respectivamente.
Isso deve manter o BC em vias de cortar a Selic em 0,25
ponto percentual, a 6,25 por cento, na reunião de maio, e a
partir daí dar fim ao ciclo de afrouxamento monetário, plano que
vem sido reiteradamente defendido pelo presidente da autoridade
monetária, Ilan Goldfajn.

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(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; Twitter: https://twitter.com/b_federowski
; +55 11 5644 7768; Reuters Messaging:
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